domingo, maio 18

Esperança Louca

Nada mais tenho a acrescentar.
À loucura da esperança
à espera, ânsia do que não vem
do telemóvel que não toca
da mensagem que não leio.

O relógio pulsa fugaz o futuro
na libido do corpo ausente
desejo iminente
traído pelo tempo.

Jorge Jardim

2 comentários:

Afonso Sade disse...

Como sempre... Muito Bom!

Gostei!

;)

Anónimo disse...

triste o poeta ou sádico? Mergulhado na vontade de responsabilizar o telemóvel por não tocar ou simplesmente poético?