quarta-feira, setembro 2

Cuidado!


A confiança é muita e o campeonato é longo.
O jornal oficial do Benfica no seu melhor.

segunda-feira, agosto 31

O cabrão


Ora cá está um achado das férias!!

terça-feira, agosto 18

Algures no interior algarvio.

quinta-feira, agosto 13

Sobre Quioto e similares

Não dou grande importância ao protocolo de Quioto ou às propostas da UE para a redução da emissão de CO2. Penso que tudo isto é perda de tempo porque simplesmente, na prática, estes tratados não são cumpridos. Claro que faz todo o sentido a UE fazer um esforço para viver com menos combustíveis fósseis. A UE praticamente não possui estas matérias-primas e está a pagá-las a um preço cada vez mais elevado. Se, no futuro, a UE consumir menos combustíveis fósseis será por imposição do merdado e não devido a qualquer tratado ou programa de intenções. No contexto actual, a redução das emissões de CO2 a nível global só ocorrerá se houver escassez de oferta de petróleo nos mercados internacionais, o que, alías, não é de excluir num futuro não muito distante. Aos governos cabe principalmente o investimento em investigação em formas de energia alternativas e, a outro nível, a promoção dessas energias alternativas por via da redução fiscal que, em todo o caso, deverá ser equilibrada.

segunda-feira, agosto 10

quarta-feira, agosto 5

Discutam-se as coisas pouco sérias

Lendo Fernando Sobral no Jornal de Negócios

Aparentemente Manuela Ferreira Leite é uma líder de convicções tão firmes como cimento armado. Por isso, com ar sério, anunciou que tem como princípio "não falar de assuntos sérios em vésperas de eleições". O assunto sério é a ideia de Marques Mendes de que não se devem permitir que cidadãos acusados de crimes graves sejam candidatos a eleições. Para a líder do PSD nas vésperas de eleições devem pois discutir-se os assuntos que não são sérios. Presume-se, pois, que só se devem discutir assuntos sérios quando já não interessam, ou seja depois das eleições. Para Manuela as eleições não servem para discutir coisas sérias. Por isso, nas vésperas das eleições, não se deve falar de corrupção, mas antes dos "Morangos com Açúcar". São graves as afirmações de Manuela. Porque elas surgem no dia em que, pela primeira vez, um autarca foi condenado a prisão efectiva. E porque surgem nas vésperas do PSD apresentar a sua lista de deputados. Coisas pouco sérias, de que talvez não se deva falar. Presume-se, claro, no que vai dar o julgamento de Isaltino de Morais: de recurso em recurso até ao esquecimento ou arquivamento. Em Portugal, o Estado só se preocupa com os crimes fiscais (porque isso traz receitas rápidas) e com os pilha--galinhas. Mas, pela primeira vez, a Justiça condenou um político de forma efectiva. Até poderá provar--se, 10 recursos depois, que está inocente. Mas foi um marco na história da Justiça portuguesa. Para Manuela Ferreira Leite esse não é um assunto sério. O que serão, então, assuntos sérios para ela?

quinta-feira, julho 30


O PhD está feito. Obrigado a todos aqueles que me apoiaram, ajudaram e incentivaram durante está caminhada.

segunda-feira, julho 27

Nos próximos dias estarei ausente do blog. Não para ir a banhos. O que seria, alias, uma excelente razão. O motivo é outro, igualmente bom. A defesa da tese de doutoramento.

quinta-feira, julho 23

Ideias extraordinárias

"The idea is that there is an overall balance between the time-asymmetrical 'loss of information' in black holes and the time-asymmetrical behaviour of probabilities in the quantum-mechanical R process"

Roger Penrose

segunda-feira, julho 20

TV

Agora que as atenções se viram mais para a praia e menos para o pequeno ecrã, deixo aqui alguns apontamentos sobre a televisão em Portugal.

O domingo à noite continua a merecer todos os destaques. Na RTP2 o Câmara Clara, de Paula Moura Pinheiro, resiste ao passar do tempo. É um excelente programa que mistura conversas interessantes com inúmeras sugestões culturais. Claro que sou levado a fazer zapping pois sensivelmente no mesmo horário passa Os Contemporâneos. Penso que este é actualmente o melhor programa do género na televisão portuguesa (canal aberto). À mesma hora, na concorrência surgiu agora Herman José. O formato é mau e nem o Herman é capaz de transformar Nasci Pra Cantar num programa razoável.

Nestas noite de Verão o 5 pra Meia Noite, na RTP2, é uma boa aposta. Ligeiro, curto, descontraído. À mesma hora a nova temporada do CSI Las Vegas, na SIC, é uma excelente alternativa.

A SIC exibiu alguns (poucos) episódios de Toma Lá, Dá Cá aos fins-de-semana. Entretanto, não sei porque motivo, a série foi retirada da grelha de programação. Talvez não fosse tão boa como o Sai de Baixo, mas ainda assim gostava de ver.

Às segundas o Prós e Contras é a não perder.

A nível do desporto as televisões generalistas empobreceram muito nos últimos anos. Nesta altura do ano, sempre que o tempo mo permitia, costumava ser espectador da Volta a França, que agora é transmitida na RTPN. E poderia falar da Formula1 e de muitos outros desportos. Agora está tudo no cabo.

quarta-feira, julho 15

Sigo em directo os preparativos para o lançamento do Space Shuttle Endeavour na NasaTV. Faltam neste momento um pouco mais de 2 horas para o lançamento. Depois de sucessivos adiamentos devido às condições climatéricas ainda não é seguro que a nebulosidade que agora paira sobre o Kennedy Space Center se disipe a tempo do lançamento.

domingo, julho 12



Roger Penrose in The Road to Reality

I am no way suggesting that we should abandon the essential beautiful insights of electroweak theory, but I prefer a slightly different attitude to the breaking of its U(2) symmetry from that which is usually put forward. As I see it, Nature´s true scheme for particle physics has not yet come to light. Such scheme should be mathematically consistent and will not have the nasty habit that our present day QFT´s have, of spitting out the answer ‘∞’ to so many reasonable phrased physical questions.

segunda-feira, julho 6

Citações

Miguel Sousa Tavares no Expresso

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

quarta-feira, julho 1

(...) a arte é a missão suprema e a atitude essencialmente metafísica da vida humana.


Nietzsche

Lendo a blogosfera...

a propósito de Ponto Contra Ponto, o novo programa de Pacheco Pereira.

Bruno Sena Martins
Eduardo Pitta

segunda-feira, junho 22

Lendo...


por estes dias, Nietzsche, A Origem da Tragédia. Como da união entre os aparentemente apostos Apolo e Dionísos nasce a tragédia grega.