
A "nova" Gazeta de Física está melhor. Desde logo a nível gráfico, mas, pelo que pude ler, também a nível de conteúdos. E agora está em linha. A nova equipa editorial está, portanto, de parabéns.

Já passaram alguns anos desde que li O choque das Civilizações de Samuel Huntington. Encontrei-o numa estante da biblioteca. Chamou-me à atenção. Não tinha ainda ocorrido o 11 de Setembro, o terrorismo não estava na ordem do dia e não era clara, pelo menos não tanto como agora, a tensão entre o Islão e o Ocidente.
Albert Einstein, George Gamow, Paul Dirac, Ettore Majorana, Wolfgang Pauli, Paul Ehrenfest e Erwin Schrödinger: 7 físicos notáveis aos quais Étienne Klein presta homenagem neste livro. Todos eles deram importantes contribuições para a revolução ocorrida na física no início do sec. XX. Enquanto a relatividade restrita, e depois a geral, mudavam os conceitos de espaço e de tempo, a nível do muito pequeno descobria-se também um mundo contra-intuitivo, cheio de surpresas e mistérios: nascia a física quântica.
"Tradicionalmente se ha esgrimido el déficit del conocimiento científico sobre el comportamiento del clima para dudar, incluso, del fenómeno del calentamiento de la atmosfera y sus consecuencias sobre el funcionamiento del sistema climático. Sería una extensa tarea enumerar con precisión todas las lagunas del conocimiento del problema, sin embargo, nunca estas lagunas del problema son tan relevantes como para dudar del problema en sí mismo."
Alguns psicólogos argumentavam ontem, no Prós e Contras, que a expressão facial pode ser lida de um modo científico e, assim, usada na invstigação criminal. Sobre isto manifesto as maiores dúvidas. Ri, chora, não chora, tem os músculos da face tensos, faz um esgar... E daí? Isso dá algum indício? Pior ainda é quando a opinião publica discute a expressão facial como suficiente para incriminar os McCann. Haja bom senso.






No De Rerum Natura tem sido debatida a questão, nova entre nós, mas já com alguns episódios nos EUA, do evolucionismo vs criacionismo. Esta ideia de ensinar factos pseudo-científicos em aulas de ciências é completamente absurda e desadequada. É-o tanto como seria explicar a ressurreição de Cristo ou a subida de Nossa Senhora ao céu com uma teoria científica. No entanto, de tempos a tempos surgem conflitos entre ciência e alguns fundamentalistas da religião. Ciência e religião são intrinsecamente diferentes e partilham espaços distintos; a ciência ocupa-se do estudo dos fenómenos naturais, observáveis, procurando estabelecer relações entre eles; a religião é uma das várias âncoras em que podemos encontrar sentido para a existência humana. A religião vive da fé e é dogmática. A ciência, por seu turno, jamais pode explicar o facto de estarmos aqui e sermos capazes de reflectir acerca disso. Mesmo que se estabeleçam em detalhe os mecanismos de funcionamento do cérebro humano haverá sempre algo intangível e que não faz sentido. Ainda que a ciência nos diga que somos máquinas e reagimos a estímulos de forma previsível, maquinalmente, faltará sempre a justificação para a sua criação. E se depois de tudo se argumentar que essas máquinas evoluíram do macaco e o macaco do Big Bang, ainda assim faltará um porquê, uma razão, um motivo.


