Depois de um período particularmente difícil a nível pessoal, em que tive de fazer diversos lutos e tomar decisões importantes para o meu futuro, estou de volta a este canto do mundo digital. Espero que de forma regular, com poemas e a minha visão do mundo.
sábado, junho 28
sábado, junho 14
sábado, junho 7
X
Estou exausto. Exaspero.
Arrasto as pernas pelo chão pesado
como se esteios fossem.
Estou exausto. Desespero.
Na cabeça só som sem sentido, ruído
e em todo o corpo sinto pruído.
Faltam-me as forças
Estou exausto. Extenuado.
Esvaí-me de razão
e já nem as tripas são coração.
Fui exaurido de mim.
Estou exausto.
Jorge Jardim
Arrasto as pernas pelo chão pesado
como se esteios fossem.
Estou exausto. Desespero.
Na cabeça só som sem sentido, ruído
e em todo o corpo sinto pruído.
Faltam-me as forças
Estou exausto. Extenuado.
Esvaí-me de razão
e já nem as tripas são coração.
Fui exaurido de mim.
Estou exausto.
Jorge Jardim
sexta-feira, maio 30
Princípio da Realidade/Poema da Negação
Não, não és uma deusa
nem a minha salvação
talvez nem sequer musa
que justifique suprema adoração.
Assim com a realidade
nego a verdade
da paixão que por ti me consome.
Jorge Jardim
nem a minha salvação
talvez nem sequer musa
que justifique suprema adoração.
Assim com a realidade
nego a verdade
da paixão que por ti me consome.
Jorge Jardim
domingo, maio 18
Esperança Louca
Nada mais tenho a acrescentar.
À loucura da esperança
à espera, ânsia do que não vem
do telemóvel que não toca
da mensagem que não leio.
O relógio pulsa fugaz o futuro
na libido do corpo ausente
desejo iminente
traído pelo tempo.
Jorge Jardim
À loucura da esperança
à espera, ânsia do que não vem
do telemóvel que não toca
da mensagem que não leio.
O relógio pulsa fugaz o futuro
na libido do corpo ausente
desejo iminente
traído pelo tempo.
Jorge Jardim
terça-feira, maio 6
segunda-feira, março 31
História do Abismo
Estou vazio, tenho frio
O vento irado levou o corpo alado
Nas monções foram as significações
Das coisas banais, porem providenciais.
Estou vazio, tenho frio
E é tudo tão seco e árido
Tão despido de sentido
Que até as palavras luminosas parecem desvirtuosas.
Jorge Jardim
O vento irado levou o corpo alado
Nas monções foram as significações
Das coisas banais, porem providenciais.
Estou vazio, tenho frio
E é tudo tão seco e árido
Tão despido de sentido
Que até as palavras luminosas parecem desvirtuosas.
Jorge Jardim
quinta-feira, março 27
Outros vêm chuva.
Eu beijo-a com a sede
do lavrador da terra seca.
Vejo-a através das gotas da vidraça
crescendo verde como erva.
Outros vêm apenas chuva.
Beijo-a quando se precipita
em campos, árvores e flores
antecipando a estação dos amores.
Vejo-a no conforto do tecto
0nde outros vêm apenas chuva.
Jorge Jardim
Eu beijo-a com a sede
do lavrador da terra seca.
Vejo-a através das gotas da vidraça
crescendo verde como erva.
Outros vêm apenas chuva.
Beijo-a quando se precipita
em campos, árvores e flores
antecipando a estação dos amores.
Vejo-a no conforto do tecto
0nde outros vêm apenas chuva.
Jorge Jardim
terça-feira, março 18
Lendo...
sexta-feira, março 14
Pensamentos não juidaico-cristãos
O prazer como princípio orientador, mas nunca à custa do sofrimento alheio.
quinta-feira, março 6

E ela imaginou com sede a água clara e fria em roda dos seus ombros, e imaginou a relva onde se deitariam os dois, lado a lado, à sombra das folhagens e dos frutos. Ali parariam. Ali haveria tempo para poisar os olhos nas coisas. Ali haveria tempo para tocar as coisas. Ali poderiam respirar devagar o perfume das roseiras. Ali tudo seria demora e presença. Ali haveria silêncio para escutar o murmúrio claro do rio. Silêncio para dizer as graves e puras palavras pesadas de paz e alegria. Ali nada faltaria: o desejo seria estar ali.
terça-feira, março 4
segunda-feira, fevereiro 25
quinta-feira, fevereiro 21
quarta-feira, fevereiro 20
Uma das coisas que se aprende com a Internet é que há alguém no mundo que já teve o mesmo problema que nós. Como escrever uma tese de douroramento no Micrsoft Word? Um tutorial aqui.
segunda-feira, fevereiro 18
sábado, fevereiro 16
Não podia deixar de me referir a este post do Filipe Moura. Feynman foi (e continua a ser) uma referência maior da minha formação como físico,
sobretudo, depois de eu ter lido aquela excelente biografia Feynman – A Natureza do Génio de James Gleick. Sem dúvida um dos livros da minha vida! Depois há ainda o QED: a Estranha Teoria da Luz e da Matéria (duplo sentido!! - Quod erat demonstrandum e Quantum Electrodynamics!!) do próprio Feynman. É estranho, e mostra bem o seu carácter, o facto de Feynman chamar setas aos vectores durante todo o livro. E é só um pormenor de um texto que é uma tentativa de explicar uma teoria complicada - electrodinâmica quântica - a leigos.terça-feira, fevereiro 5

Hoje no P2:
Cada vez mais, em vez de fazer jardinagem ou simplesmente contactar com a natureza, as pessoas ficam em casa a ver televisão, a surfar na Internet ou a jogar jogos de vídeo. Pode não parecer uma grande novidade, mas quando dois especialistas quantificam o declínio das actividades de exterior e o publicam (ontem) na prestigiada revista americana PNAS (Procedings of the National Academy of Sciences), sentimos um arrepio. “Estamos perante um afastamento profundo e real das pessoas em relação à natureza, certamente no EUA e possivelmente noutros países”, diz um dos autores, Oliver Pergams, da Universidade de Chicago. Isto não augura nada de bom, em especial para as crianças: “A vidiofilia é uma das causas da obesidade, da falta de socialização, das perturbações da atenção e do mau desempenho académico”.
Às vezes sinto um chamamento da terra, das pedras, dos passarinhos e das plantas. Sobretudo quando fico muito tempo enclausurado em laboratórios e computadores.
segunda-feira, fevereiro 4
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