quarta-feira, janeiro 23

Nanotecnologia



Feynman foi um visionário quando em 1959 proferiu no Caltech a famosa conferência There's Plenty of Room at the Bottom. Desde então, têm sido canalizados cada vez mais recursos para a investigação do mundo na escala do namometro. Há mais e mais laboratórios dedicados ao estudo das nanotecnologias. Ainda recentemente foi anunciado que será implementado em Braga o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia, numa parceria entre Portugal e Espanha. A nanotecnologia começará paulatinamente a invadir o nosso dia-a-dia. Como em tudo o que é novo e desconhecido, poderão existir perigos e riscos ainda não perceptíveis. É para isso que têm alertado alguns especialistas. No último número do Europhysics News , Roger Maynard, aponta 3 questões: 1) o risco de toxidade (7% do orçamento global é dedicado ao estudo destes riscos, usando o princípio da precaução); 2) o perigo de as nanotecnologias instigarem um mundo “Big Brother” 3) uma questão mais geral e abrangente relacionada com a possibilidade do aumento do desempenho humano, quer a nível físico quer a nível cognitivo. No limite poder-se-á diluir a distinção entre natural e artificial, na qual assentam os nossos valores morais e culturais.
Vale a pena ler.

sexta-feira, janeiro 4

Contraponto à Pós-Modernidade (v 1.2)



Filosofia de Vida
  1. Regressarás ao tempo lento. Dedicarás mais tempo à contemplação.

  2. Viverás em comunhão com a Natureza. Sem prejuízo da tua crença religiosa serás vagamente panteísta.

  3. A comunhão com a Natureza não deve impedir que procures compreendê-la. A atitude científica é fortemente motivada.

  4. Utilizarás a tecnologia sempre que isso facilite o cumprimento das tarefas quotidianas. A tecnologia será sempre mais um meio do que um fim em si mesma.

  5. Consumirás informação de modo parcimonioso. Na contemporaneidade em que o acesso à informação é virtualmente ilimitado deve interessar-te mais a qualidade do que a quantidade de informação. Recebe-a de modo crítico de forma a melhor compreenderes o mundo e melhor agires sobre ele. Torna-te um sábio.

  6. Não cederás ao consumo louco e desenfreado. Ama os objectos como bens escassos e únicos.

  7. Não alimentarás o mito do eternamente jovem e eternamente belo. Aceita a velhice e a morte.

terça-feira, dezembro 18

Lendo/vendo...


A "nova" Gazeta de Física está melhor. Desde logo a nível gráfico, mas, pelo que pude ler, também a nível de conteúdos. E agora está em linha. A nova equipa editorial está, portanto, de parabéns.

segunda-feira, dezembro 17

Lendo...

com muita atenção, por interesse profissional, acerca dos materiais superoleofóbicos no De Rerum Natura.

sexta-feira, dezembro 14

Este post é deslumbrante! Tão cheio de vida!

terça-feira, novembro 27

O Futuro

Já passaram alguns anos desde que li O choque das Civilizações de Samuel Huntington. Encontrei-o numa estante da biblioteca. Chamou-me à atenção. Não tinha ainda ocorrido o 11 de Setembro, o terrorismo não estava na ordem do dia e não era clara, pelo menos não tanto como agora, a tensão entre o Islão e o Ocidente.
Do livro guardo recordações vagas. A tese de que a nova ordem mundial, pós guerra fria, seria multipolar. Haveria 3 ou 4 grandes blocos que se temeriam e de alguma forma equilibrariam. Os grandes focos de conflito surgiriam entre esses blocos. O choque seria sobretudo cultural. Os EUA perderiam a hegemonia e a China cresceria de forma acentuada.
Nos tempos mais recentes, depois do 11 de Setembro, encontrei na comunicação social algumas referências à tese de Huntington. Uns consideram a tese exagerada outros realista, mas não deixa de ser sintomático o facto de esta ter sido trazida para a praça pública.
Neste momento estou a ler outro livro premonitório: Breve História do Futuro de Jacques Attali. A ele regressarei.
Afinal, como está o mundo?

quinta-feira, novembro 22

Concertos...

...alguns concertos nos últimos tempos, tudo no Centro Cultural Vila Flor. Sobre Seu Jorge já tudo foi dito no Recortes. Depois, houve o Guimarães Jazz. Assisti à Charles Tolliver Big Band e, melhor ainda, ao fantástico concerto de Ahmad Jamal e "companhia". Aqui fica Ahmad Jamal um pianista magistral.

sexta-feira, novembro 2

Lendo...


A Vida Nova do escritor turco Orhan Pamuk. Aqui regressarei em breve.

terça-feira, outubro 23

quinta-feira, outubro 18

Albert Einstein, George Gamow, Paul Dirac, Ettore Majorana, Wolfgang Pauli, Paul Ehrenfest e Erwin Schrödinger: 7 físicos notáveis aos quais Étienne Klein presta homenagem neste livro. Todos eles deram importantes contribuições para a revolução ocorrida na física no início do sec. XX. Enquanto a relatividade restrita, e depois a geral, mudavam os conceitos de espaço e de tempo, a nível do muito pequeno descobria-se também um mundo contra-intuitivo, cheio de surpresas e mistérios: nascia a física quântica.
O livro está estruturado em 7 capítulos. Cada capítulo é uma biografia de um destes homens. Por entre pormenores mais ou menos curiosos das suas vidas estão os conceitos, os problemas, as teorias que ocuparam o seu intelecto.
Curiosa é a desconstrução de alguns mitos que envolvem Einstein. Não se trata de pôr em causa a sua genialidade, mas tão-só de contextualizar o homem percebendo que ele é fruto de uma época e de um contexto. Como o autor refere o problema da sincronização dos relógios preocupava toda a Europa da época. Por outro lado o facto de Einstein trabalhar num Departamento de Registo de Patentes na altura em que desenvolveu a relatividade restrita não torna o feito mais notável como por vezes se faz crer. De facto, “o Departamento do Registo de Patentes permitiu que Einstein estivesse na primeira fila para assistir ao grande desfile de tecnologias e para fertilizar as suas próprias reflexões teóricas”.
Foi um livro que me proporcionou prazer, portanto, está tudo dito.

quarta-feira, outubro 17

Lendo...

"Tradicionalmente se ha esgrimido el déficit del conocimiento científico sobre el comportamiento del clima para dudar, incluso, del fenómeno del calentamiento de la atmosfera y sus consecuencias sobre el funcionamiento del sistema climático. Sería una extensa tarea enumerar con precisión todas las lagunas del conocimiento del problema, sin embargo, nunca estas lagunas del problema son tan relevantes como para dudar del problema en sí mismo."
Há cada vez menos dúvidas sobre a existência do problema e até sobre as causas antropogénicas. De resto o livro explica, na medida do conhecimento actual, o complexo funcionamento do sistema climático. Desde a paleoclimatologia até aos padrões de circulação globais, está lá tudo. Apesar de existir já um razoável conhecimento acerca do problema das alterações climáticas muitos aspectos permanecem ainda em aberto.
Um bom livro para quem quer saber um pouco mais acerca de um tema nos nossos dias incontornável.

quinta-feira, outubro 4

Lendo...


Einstein+6: a Revolução de Étienne Klein.

quinta-feira, setembro 13

terça-feira, setembro 11

Sobre o Prós e Contras de ontem...

Alguns psicólogos argumentavam ontem, no Prós e Contras, que a expressão facial pode ser lida de um modo científico e, assim, usada na invstigação criminal. Sobre isto manifesto as maiores dúvidas. Ri, chora, não chora, tem os músculos da face tensos, faz um esgar... E daí? Isso dá algum indício? Pior ainda é quando a opinião publica discute a expressão facial como suficiente para incriminar os McCann. Haja bom senso.

sexta-feira, setembro 7

Em cada flor individual
procuro o universal,
em cada poema pessoal
há tanto de comum e geral.

e no entanto, somos um único
ser irrepetível e excepcional
e a Verdade tão intangível
quanto universal.

Jorge Jardim

quarta-feira, setembro 5

Peia


do Lat. pedica

s. f.,
prisão de corda ou ferro com que se seguram os pés das bestas;
designação de alguns cabos náuticos;

fig.,
(no pl. ) impedimento;
(no pl. ) estorvo;
embaraço;
(no pl. ) óbice;

Brasil,
chicote;
açoite.

terça-feira, setembro 4

Lendo...


El tiempo está loco? de Josep Enric Llebot.
Estará?
Alguns apontamentos em breve.

quinta-feira, agosto 30

Preciosidades no YouTube

Estou sem palavras...

Lendo...


Gonçalo M. Tavares


São ambos pequenos. Lêem-se num instantinho. O Senhor Brecht é bastante melhor do que O Senhor Walser.
O Sr. Walser vê-se envolvido numa sucessão de acontecimentos sem causa, que o sobrepujam a si e ao próprio leitor. Um livro bem ao estilo kafkiano, mas que está longe de ser brilhante. O Sr. Brecht narra estórias curtas, a maioria das vezes irreais, que entretêm o leitor. Subjacente a cada história está quase sempre um aforismo. Bastante melhor.
Fico agora com curiosidade de ler O Senhor Valéry, o mais famoso do bairro.

quarta-feira, agosto 29

Pensei que desta vez estava OK



Registei algumas melhorias no Word 2007. No entanto, ao nível da numeração de equações e sua referência esta versão mantém-se no patamar das anteriores: péssima.