"Com o PSD exangue e o CDS em cacos, a extrema-direita comporta-se como uma infecção oportunista num corpo debilitado. Sabe que tem de aproveitar a crise da direita."
Rui Tavares, PÚBLICO, 03-04-2007
Rui Tavares, PÚBLICO, 03-04-2007
No De Rerum Natura tem sido debatida a questão, nova entre nós, mas já com alguns episódios nos EUA, do evolucionismo vs criacionismo. Esta ideia de ensinar factos pseudo-científicos em aulas de ciências é completamente absurda e desadequada. É-o tanto como seria explicar a ressurreição de Cristo ou a subida de Nossa Senhora ao céu com uma teoria científica. No entanto, de tempos a tempos surgem conflitos entre ciência e alguns fundamentalistas da religião. Ciência e religião são intrinsecamente diferentes e partilham espaços distintos; a ciência ocupa-se do estudo dos fenómenos naturais, observáveis, procurando estabelecer relações entre eles; a religião é uma das várias âncoras em que podemos encontrar sentido para a existência humana. A religião vive da fé e é dogmática. A ciência, por seu turno, jamais pode explicar o facto de estarmos aqui e sermos capazes de reflectir acerca disso. Mesmo que se estabeleçam em detalhe os mecanismos de funcionamento do cérebro humano haverá sempre algo intangível e que não faz sentido. Ainda que a ciência nos diga que somos máquinas e reagimos a estímulos de forma previsível, maquinalmente, faltará sempre a justificação para a sua criação. E se depois de tudo se argumentar que essas máquinas evoluíram do macaco e o macaco do Big Bang, ainda assim faltará um porquê, uma razão, um motivo.



Foi sem aviso e sem explicação que o Sena Santos deixou os microfones da Antena 1, já lá vão uns anos.
Aprendi, numa pequena adenda no final do livro, que para além dos bem conhecidos números reais, cujo conjunto se representa por R, foram já propostos os números hiper-reais, cujo conjunto se passou a representar por *R . O aparecimento deste novo conjunto, nos anos 60 do século passado, pelo matemático Abraham Robinson, conduziu a uma nova área da matemática sugestivamente conhecida por Análise Não-standart. Mas este não é um assunto encerrado; o tema continua a ser debatido pelas revistas da especialidade. A matemática não é uma ciência acabada. Não há ciências acabadas.

Esta visita avivou-me a memória para o que foram os horrores da 2ª Guerra Mundial. Gostei imenso de, ao percorrer a casa, ir desvendando a história de Anne Frank. É como se ela ainda lá estivesse, silenciosamente escondida no Anexo Secreto, temendo ser ouvida pelos Nazis.
Segundo a Newsweek está lançada uma nova corrida à Lua. Mas agora vislumbram-se outras intenções além das clássicas. A Rússia e a China estudam a possibilidade de extrair e transportar para Terra o isótopo Hélio-3 muito abundante na Lua (o isótopo do Hélio mais abundante no nosso planeta é o Hélio-4 que representa 99.999863% de todo o Hélio). Supõe-se que este gás poderia ser a solução para tornar a fusão nuclear viável, resolvendo assim o difícil problema energético mundial.



Quando cheguei aqui à Bélgica morei alguns dias numa rua chamada Andreas Vesalius. A mim este nome nada me dizia, até que hoje, mais ou menos acidentalmente, descobri que Andreas Vesalius foi um médico belga, considerado o "pai da anatomia moderna". Mas, mais fantástico foi ter descoberto este tesouro.