quarta-feira, fevereiro 7

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Amesterdão II
Na Casa de Anne Frank

Esta visita avivou-me a memória para o que foram os horrores da 2ª Guerra Mundial. Gostei imenso de, ao percorrer a casa, ir desvendando a história de Anne Frank. É como se ela ainda lá estivesse, silenciosamente escondida no Anexo Secreto, temendo ser ouvida pelos Nazis.

segunda-feira, fevereiro 5

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Amesterdão I






Em breve, Fotos de uma visita a Amesterdão.

sexta-feira, fevereiro 2

Ficção científica?

Segundo a Newsweek está lançada uma nova corrida à Lua. Mas agora vislumbram-se outras intenções além das clássicas. A Rússia e a China estudam a possibilidade de extrair e transportar para Terra o isótopo Hélio-3 muito abundante na Lua (o isótopo do Hélio mais abundante no nosso planeta é o Hélio-4 que representa 99.999863% de todo o Hélio). Supõe-se que este gás poderia ser a solução para tornar a fusão nuclear viável, resolvendo assim o difícil problema energético mundial.

Referências poéticas

Julgo serem 3 as minhas principais referências poéticas: Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eugénio de Andrade. Para além do valor das palavras, a poesia é ritmo. Talvez por isso me inspirem tanto Carlos do Carmo (por exemplo cantando Ary dos Santos), Mariza ou Tom Jobim.
Somos aquilo que vivemos, o que lemos e ouvimos.

quinta-feira, fevereiro 1

É Janeiro.
Tenho a calma dos dias que passam
Pedindo apenas o beijo
Do teu cálido desejo.

Tenho a tranquilidade das horas
Que por Deus não chamam
E por graças e preces não clamam.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 31

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Liège






Quando cheguei a Liège para uma breve visita, vindo da Flandres, tive a sensação de estar a chegar a um novo país. Esta Valônia é diferente! Claro que a língua contribuiu muito para isso. O francês soa sempre mais familiar que o neerlandês. É que a língua é um factor de identidade dos povos.

segunda-feira, janeiro 29

Sombras de Paixão

Lembras-te, meu amor
Do tempo em que o mundo era os nossos corpos,
Do tempo em que os transeuntes não passavam na rua
E nós éramos o Sol e a Lua?

Lembras-te de como em corpos cansados pelo prazer
Fazíamos juras eternas de amor infinito
E eu te dizia que em tudo acredito?

Nessa altura eu nem sabia que te amava
Porque eu nada sabia
Era só o que de ti bebia.

Jorge Jardim

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Antuérpia II











sábado, janeiro 27

Guia dos comentadores/opinion makers do panorama nacional

Há no panorama comunicacional português uma série de fazedores de opinião que muito contribuem para a visão que os cidadãos têm da política e da sociedade nacionais. Eles comentam tudo, desde o pequeno gesto do político até às sondagens para o referendo sobre o aborto. E analisam discursos tentando ler o que está escondido nas entrelinhas.
Os seus comentários vêm sempre impregnados com a marca pessoal do autor, da sua maneira própria de ler a realidade. Não necessariamente por falta de independência em relação a certos poderes, mas tão só por condição própria do pensamento humano.
Por que comentam e só raramente são comentados, por que criticam e só raramente são criticados, o que proponho aqui é a crítica dos críticos.

Marcelo Rebelo de Sousa – O comentador mais ouvido e que provavelmente mais influencia a opinião das pessoas. As pilhas de livros que amiúde exibe reforçam a imagem do professor inteligente que pode falar e comentar tudo com a autoridade de quem sabe dos assuntos. Depois há as referências breves a coisas mais mundanas, como telenovelas e futebol, que contribuem para criar empatia junto de todo o tipo de públicos. É perspicaz e venenoso.

José Pacheco Pereira – O blogger político mais lido e citado. A sua opinião é lida por uma franja mais restrita da população. Primeiro, por que há uma parte significativa da população que não usa a Internet, depois, por que Pacheco Pereira rema muitas vezes contra a corrente mediática. Os media são um dos seus temas favoritos. Expõe muitos argumentos para fundamentar cada uma das suas opiniões. É um pró-americano convicto.

Carlos Magno – Principalmente na Antena 1, mas esporadicamente também na televisão. Ao contrário dos anteriores nunca surgiu ligado a nenhum partido político.

António Vitorino – Em Notas Soltas é um pouco mais do que um porta-voz do governo. Evita todas as polémicas.

Vasco Pulido Valente – Crítico feroz de tudo e todos. Escreve no Público. Só raras vezes leio os seus textos.

Claros que há muitos mais. Mas estes são talvez os mais influentes. E os que mais ouço, ora concordando, ora meditando, ora discordando.

quinta-feira, janeiro 25

Ecos do Norte

Quando cheguei aqui à Bélgica morei alguns dias numa rua chamada Andreas Vesalius. A mim este nome nada me dizia, até que hoje, mais ou menos acidentalmente, descobri que Andreas Vesalius foi um médico belga, considerado o "pai da anatomia moderna". Mas, mais fantástico foi ter descoberto este tesouro.

Infinito

Busco o infinito
Com infinitas ânsias,
Infinitas forças.

No que está pra além do além
Procuro Deus,
Rumo do zero ao infinito
E sempre fico
Por números vagos
Inferiores a Deus.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 24

Lendo...


Conceitos Fundamentais da Matemática de Bento de Jesus Caraça.

segunda-feira, janeiro 22

A Catedral

Hoje vi santos e pedestais
E rostos de crentes fiéis
A Deus lamentando seus ais.

Ouvi badaladas de sinos sonoros,
Que em altas torres tocam os céus
A Deus elevando a prece do canto de coros.

Jorge Jardim

domingo, janeiro 21

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Antuérpia I
Catedral de Nossa Senhora




Esta é a maior igreja Gótica dos antigos Países Baixos. A sua construção, que se prolongou por 170 anos, ficou concluida em 1521.

quinta-feira, janeiro 18

Alva apetecida

Pudesse eu ser a aurora fresca
Cedo pressagiada
Pelo irrequieto chilrear dos pardais.
Seguir os primeiros raios
Irrompendo na madrugada fria
Festejando já o frenético dia.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 17

Ecos do Norte

Fotos de uma breve visita a Bruges II










terça-feira, janeiro 16

Lendo



“Em cada uma das quatro partes deste romance, uma personagem se desnuda ou tenta fazê-lo, até aos limites do possível, e uma sociedade consumista, hedonista e angustiada vai surgindo em seu redor.
No entanto persiste em algumas dessas personagens, cuja trajectória de vida passou pelas grandes transformações do 25 de Abril, um conflito interior entre ideias e ambições.”
na contracapa.


É a primeira vez que leio Urbano Tavares Rodrigues, certamente um dos melhores escritores portugueses vivos. É um escritor da nossa terra e das nossas gentes. Neste livro Urbano Tavares Rodrigues convida-nos a uma viagem à mais profunda intimidade das personagens. Gostei bastante. Uma boa leitura.

domingo, janeiro 14

Ecos do Norte

Fotos de uma breve visita a Bruges.




Bruges é uma cidade linda. Em breve deixarei aqui mais fotos.
(Clique para ampliar).

quinta-feira, janeiro 11

Lendo...


Ao Contrário das Ondas de Urbano Tavares Rodrigues.
Breves comentários em próximos posts.

terça-feira, janeiro 9

Sobre o referendo ao aborto

O aborto não é uma boa solução, mas admito que nalgumas circunstâncias (não apenas as previstos na actual lei) possa ser a menos má das hipóteses. Interessa, independentemente do resultado do referendo, que a sociedade continue a trabalhar no sentido de evitar estes casos. Não penso que o aborto deva ser visto como um crime, mas será sempre a morte de uma vida, ainda que embrionária, e uma situação de sofrimento.
Há argumentos válidos e consistentes a favor do sim e do não, bem o sei. É uma questão complicada, que apela à consciência individual e colectiva. No referendo, eu respondo, com dúvidas, sim.

*

Sinto-me dividido nesta questão! Sim - pq é melhor morrer antes que se aperceba que vai ter uma vida miserável graças à inconsciência dos pais. Não - pq estamos em Portugal, e só vamos conseguir controlar os abortos daqui por uns 50 anos (com sorte). Não sei qual será a melhor hipótese... Como dizes a lei não abrange tudo... e pq não restruturar a antiga lei?
(Afonso Sade)

domingo, janeiro 7


Novamente rumo a Norte.

quinta-feira, janeiro 4

O teu calor queimou-me a sensatez,
Reduziu-a a cinzas.
Não!, já não sou austero e sombrio,
Sou um bobo louco
Que quer um pouco
Do sol que brota dos teus olhos.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 3

Lá longe as luzes cintilam
Os carros passam, indiferentes
À dança das estrelas na abóbada celeste
Supernovas explodem
Estrelas nascem
Estrelas morrem
Que sabes tu das metafísicas do Universo?
E os carros passam, indiferentes.


Jorge Jardim

segunda-feira, janeiro 1

Chiu!
Sente.

Não analises,
Apalpa

Não atentes,
Olha

Não indagues,
Ouve

Cheira,
Saboreia

Não digas nada!
Chiu!

Jorge Silva

sábado, dezembro 30

Lendo...


A Herança de Eszter de Sándor Márai. Um romance que vale a pena ler.

Sobre o autor
“Sándor Márai nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. …abandonou definitivamente o seu país em 1948 com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos. (…) Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na Califórnia, poucos meses antes da queda do muro de Berlim.”

sexta-feira, dezembro 29

Enfim perdi a adolescência
Sou agora prisioneiro do tempo
Da mudança sem retorno.
Jazem os sonhos silenciosos
Silenciados por dias e gentes.

Jorge Jardim

quarta-feira, dezembro 27

Metapoema

O poeta extorque os pequenos sentimentos ao quotidiano
Acaricia-os, aclara-os
Dá-os às palavras.

Jorge Jardim

quinta-feira, dezembro 21

quarta-feira, dezembro 20

Geo-engenharia

Reverter o aquecimento global não pela redução ou supressão das emissões de CO2, mas através da aplicação de medidas alternativas. Há várias propostas que vão desde a introdução de partículas/compostos químicos na alta atmosfera, criando o skin, a até aos sunshines artificiais. Na BBC em podcast.

Apontamento

Esta frase no Origem das Espécies é deliciosa.

segunda-feira, dezembro 18

Um dia serei pó das estrelas
Imiscuir-me-ei na água da chuva
Serei átomo de rocha sólida
Bicho da terra
Peixe do mar.
Nesse dia serei nada,
Como hoje sou.

Jorge Jardim

sexta-feira, dezembro 15

Ecos do Norte

O tempo por aqui ainda é pouco, mas passo já a elaborar uma lista daquilo que mais gosto e do que mais me desagrada aqui em Leuven, na Bélgica.

Gosto

  • Do facto de muita gente, sobretudo estudantes, mas não só, andar de bicicleta.

  • Da rede de transportes públicos. Parece eficiente e abrangente. Tem o senão de os transportes não serem propriamente baratos.

  • A cidade é pequena, mas, e talvez até por isso, asseada e arrumada.

  • Da cerveja, claro!

Não gosto

  • Raramente gosto da comida na cantina. Para além disso tenho a sensação de que grande parte dos pratos que lá se servem é de fast-food; compra-se meio cozinhado, põe-se 5/10 mn no óleo a ferver ou no micro-ondas e está pronto. Acresce que os naturais daqui não vão muitas vezes à cantina para almoçar; comem a sua sandes e voltam ao trabalho. Para compensar tudo isto há imensos restaurantes italianos na cidade!

  • Do tempo. Chove muito frequentemente e quando não chove há nuvens premonitórias. Bem, de vez em quando o Sol dá um ar da sua graça.

  • Dos horários das lojas. Fecham as 6 da tarde, impreterivelmente. A Fnac meia hora depois, mas é uma excepção. Os supermercados estão abertos até mais tarde, como é óbvio.

Contudo conheço muito pouco de tudo o resto. Não sigo a comunicação social daqui (flamengo é difícil para mim). Nem sequer sei se o resto da Bélgica é assim. Sei que se estivesse na parte gaulesa sempre ia percebendo umas palavras.

quarta-feira, dezembro 13

Há dias em que o coração se esvai
Em lágrimas.
Mas é tão mais bonito cantar
As flores que crescem em cada canteiro.

Jorge Jardim

terça-feira, dezembro 12

Ecos do Norte



No The Great Market Square, mesmo no centro de Leuven.

Citadino

Tenho saudades de ser menino
De andar descalço na terra suja
De rebolar na erva ressequida
Pelos últimos resquícios de Verão
De ficar
Até as horas já não contarem
Até a noite descer
Já tardia
Sobre o longo dia

Como tenho saudades
De correr atrás da bola,
Qual bola de sabão,
Até a noite apagar a baliza no horizonte
E trazer consigo
Todos os sonhos do mundo.

Jorge Jardim

segunda-feira, dezembro 11

Apontamentos do Reólogo

"The mountains melted from before the LORD, even that Sinai from before the LORD God of Israel." Judges 5:5

Sim, elas fluem. Antes de Deus, mas depois, bem depois do homem. Como nas palavras do profeta Deborah.

domingo, dezembro 10

Ecos do Norte


(Clique para ampliar)

Leuven hoje ao cair da tarde era assim

quarta-feira, dezembro 6

Elogio a Vénus

Sinto-te mulher,
No meu desejo,
No teu corpo.

Sinto-te mulher fértil,
Forte, na tua dor
Sei que és mulher que ama e chora.

Jorge Jardim

terça-feira, novembro 28

Apetecem-me as palavras
(não!, não deixei de gostar de números)
Aquelas que brotam dos objectos e dos afectos
Aquelas que nos endeusam,
As que nos faltam.

Quero escrever mais e mais
Num ímpeto criativo e intenso
Abraçar o mundo
Fingir com Pessoa
Ou ter o mar de Sophia
Apetecem-me as palavras.

Jorge Jardim
Aqui penso muitas vezes em como o ritmo de vida das pessoas é influenciado pelo tempo atmosférico e pela latitude. A chuva, o sol, o vento, a noite, o dia, o frio, o calor são uma música de fundo que marca a cadência do nosso tempo. E o tempo aqui passa ao som da chuva, miudinha, incessante, banhada pela noite que vem cedo. Dizem que depois vem o Estio e é diferente. Mas agora…agora é assim.

Rosa Brava IV

E pronto, tudo o que é bom acaba! Fico sem saber o que é que no romance corresponde a factos históricos e aquilo que é recriado, inventado, imaginado. Afinal, el-rei D. Fernando é figura central do romance e eu nada sei das guerras com Castela ou dos acordos com os ingleses, mencionados no livro. É talvez um bom ponto de partida para aprender um pouco mais.
Fica a última lista de palavras…

Sinecuras
Espaldar
Dossel
Sedição
Deificá-los
Desquite
Cenóbio
Alvitre
Chantre
Amavioso
Preitear
Exangues
Vagidos
Infrene
Vacatura
Diadema
Gleba
Sabujos
Cenho
Daia
Fagueiro
Gesta
Respaldar
Tagante
Inepto

sexta-feira, novembro 24

Rosa Brava III

E há mais, sempre mais, tanta coisa para aprender. Cuidemos da nossa língua.

Coio
Lente (!!)
Azorrague
Arras
Almoxarifado
Transido
Almucela
Expensas
Anafado
Acintosa
Inumada
Betesgas
Nédios
Cáfila
Barbacãs
Cambraia
Teada
Alfrês
Ameias
Espúria
Desassisado
Galifate
Imprecando
Vasca
Loas
Caterva


Qual será o futuro de D. Leonor Teles de Menezes?

quarta-feira, novembro 22

Lendo...

mais um artigo interessante de Alexandre Brandão da Veiga.

terça-feira, novembro 21

Ecos do Norte

Em termos de monumentos ainda não vi muita coisa cá, mas do pouco que vi, aquilo que mais gostei foram as igrejas. Em Leuven entrei numa das muitas que estão espalhadas pela cidade. Em Bruxelas visitei a catedral THE SAINT MICHAEL and SAINT GUDULA (imagens) . Grandiosa, majestosa, imponente, com vitrais enormes, impecavelmente pintados retratando cenas religiosas. Santos em pedra nas colunas que se estendem até ao altar como que convidando à oração. Candeeiros lustrosos suspensos por enormes correntes adornadas descendo das abóbadas. Templos para qualquer apreciador de arte sacra ou arquitectura antiga.
Infelizmente ainda não tenho máquina fotográfica e aquilo que posso aqui deixar, para além de algumas imagens recolhidas na rede, são as palavras que ficam sempre aquém que qualquer experiência vivida ou imaginada.

segunda-feira, novembro 13

Rosa Brava II


Mas o livro é um chorrilho de palavras que não me são íntimas, que começo agora a namorar. Ficam mais algumas dos capítulos seguintes.
alcáçova
carqueja
persignou-se
alcantiladas
matula
tavolagem
gandaia
Junta-se o prazer de aprender ao prazer de ler um excelente livro. Magnífico!

sábado, novembro 11

Livros lidos

Dado que tenho aqui um número considerável de comentários a livros que tive o prazer de ler, decidi criar uma nova categoria: Livros lidos. Aqui estão todos os comentários publicados.

Rosa Brava


Rosa Brava de José Manuel Saraiva


Só no terceiro capítulo listei estas 9 palavras ou expressões, das quais desconhecia o significado.

Prelados

Almotacés

Escambo

Liteira

Infanções

Dilecta

Mundo hanseático

Vianda

Seráfico

Elas aqui estão, soltas, descontextualizadas, prontas a serem usadas!

sexta-feira, novembro 10



Viver em Leuven faz-me lembrar as nossas Semanas da Mobilidade. Durante um ou dois dias, fecha-se meia dúzia de ruas ao trânsito, complicando ainda mais a circulação, para depois ficar tudo na mesma. Ou seja, carros e mais carros, filas intermináveis, transportes públicos ineficientes e falta de incentivo ao uso da bicicleta.

quarta-feira, novembro 8

No centro da Europa…

Ainda não fiz fotos. O tempo disponível para contemplar esta nova realidade é exíguo nestes primeiros dias. No futuro deixarei aqui mais ecos do centro da Europa.

Lendo



Este livro de Bill Bryson foi para mim uma agradável surpresa. Nele o autor traça com uma grande clareza os caminhos tortuosos do desenvolvimento do conhecimento científico. Mostra como conhecimentos largamente aceites pela comunidade científica nem sempre o foram, como, não raras vezes, o crédito de uma descoberta não é atribuído ao seu legítimo dono, como os Homens são capaz do melhor e do pior. Mas o livro é muito mais do que isso: é uma viagem fascinante às nossas origens, desde o Big Bang ao Homo sapiens sapiens, ou dito de outra maneira, ao conhecimento que temos das nossas origens.
Um bom livro.

sexta-feira, novembro 3

Quase de partida...



Um oportunidade para conhecer melhor a nossa Europa. Os ecos (fotos, comentários, etc...) surgirão aqui.

domingo, outubro 29

De uma campanha publicitária da Toyota



Muito boa esta imagem! (Falta um pouco da parte superior da imagem, mas é o "tronco" de uma árvore.)

quinta-feira, outubro 26

Ignorância

"Há aqui um cheiro a dióxido de carbono" disse hoje um jornalista da Antena 1 durante uma reportagem.

quarta-feira, outubro 25

Farpas

“Aqueles seres musculados e bem torneados que vemos nas séries de TV são apenas propaganda: os verdadeiros americanos não estão somente obesos, estão monstruosos. O que, aliás, é justíssimo, porque foram eles os inventores da fast food e da junk food, que depois começaram a impor ao mundo, juntamente com o seu cinema, as suas produções televisivas e a sua diplomacia do porta-aviões e dos bombardeamentos. Hamburgers, batatas fritas, refrigerantes carregados de açúcar e de químicos, ketchup, maionese feita sabe Deus como: eis os elementos do contributo americano para a civilização ocidental - sendo que estão activamente a estender tal contributo a todas as outras partes do planeta.”
João Aguiar na Super Interessante

segunda-feira, outubro 23

Vocês não acreditam
Eu não sei que fazer
Azar o vosso
Não faço nada!

Gostava que acreditassem
Mas se não acreditam
Azar o vosso
Não faço nada!

Jorge Jardim

sexta-feira, outubro 20

Lendo...



Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson. A crítica fica para daqui a alguns dias.

quarta-feira, outubro 18

Livre vive
Passarinho
Esvoaça
Procura o ninho
Leve brisa
No teu caminho
Passarinho

Jorge Jardim

segunda-feira, outubro 16

Rautavaara


Rautavaara

Conhecendo melhor a obra deste compositor filandês do nosso tempo. Em breve, mais novidades.

sexta-feira, outubro 13

Os Grandes Portugueses da RTP

Eu não costumo participar nestas coisas, mas desta vez vou participar. Quero com o meu voto prestar homenagem a um herói português nem sempre devidamente reconhecido: Aristides de Sousa Mendes.

quinta-feira, outubro 12

Que de dia sejas minha companhia
E de noite meu leito
Onde me deito

Que os teus dedos se unam aos meus
E a minha face toque teu rosto
E de beijar provem os lábios o gosto

Que os nossos corpos se unam
E possamos sentir o calor,
O prazer e a dor do amor

Que este poema fique pra sempre
E seus desejos se concretizem
Ou nunca mais se idealizem.

Jorge Jardim

sexta-feira, outubro 6

Tantas questões
Tanto sofrimento
Quantas razões
Haverá merecimento?

Jorge Jardim

terça-feira, outubro 3

Se há coisa realmente difícil de manter é o ímpeto criativo. Essa força que nos desassossega o espírito e nos faz ver novas cores em paisagens já gastas pelo olhar. Acho que esse impulso é sempre intermitente, como se cada nova harmonia anunciasse já a próxima tempestade.

Contrastes

Doce toque
Quente carícia
Que delícia!
Esta melodia
Esta harmonia

Azeda ausência
Fria solidão
Que ingratidão!
Esta indiferença
Esta não pertença

Jorge Jardim