domingo, janeiro 21

Ecos do Norte

Fotos de uma visita a Antuérpia I
Catedral de Nossa Senhora




Esta é a maior igreja Gótica dos antigos Países Baixos. A sua construção, que se prolongou por 170 anos, ficou concluida em 1521.

quinta-feira, janeiro 18

Alva apetecida

Pudesse eu ser a aurora fresca
Cedo pressagiada
Pelo irrequieto chilrear dos pardais.
Seguir os primeiros raios
Irrompendo na madrugada fria
Festejando já o frenético dia.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 17

Ecos do Norte

Fotos de uma breve visita a Bruges II










terça-feira, janeiro 16

Lendo



“Em cada uma das quatro partes deste romance, uma personagem se desnuda ou tenta fazê-lo, até aos limites do possível, e uma sociedade consumista, hedonista e angustiada vai surgindo em seu redor.
No entanto persiste em algumas dessas personagens, cuja trajectória de vida passou pelas grandes transformações do 25 de Abril, um conflito interior entre ideias e ambições.”
na contracapa.


É a primeira vez que leio Urbano Tavares Rodrigues, certamente um dos melhores escritores portugueses vivos. É um escritor da nossa terra e das nossas gentes. Neste livro Urbano Tavares Rodrigues convida-nos a uma viagem à mais profunda intimidade das personagens. Gostei bastante. Uma boa leitura.

domingo, janeiro 14

Ecos do Norte

Fotos de uma breve visita a Bruges.




Bruges é uma cidade linda. Em breve deixarei aqui mais fotos.
(Clique para ampliar).

quinta-feira, janeiro 11

Lendo...


Ao Contrário das Ondas de Urbano Tavares Rodrigues.
Breves comentários em próximos posts.

terça-feira, janeiro 9

Sobre o referendo ao aborto

O aborto não é uma boa solução, mas admito que nalgumas circunstâncias (não apenas as previstos na actual lei) possa ser a menos má das hipóteses. Interessa, independentemente do resultado do referendo, que a sociedade continue a trabalhar no sentido de evitar estes casos. Não penso que o aborto deva ser visto como um crime, mas será sempre a morte de uma vida, ainda que embrionária, e uma situação de sofrimento.
Há argumentos válidos e consistentes a favor do sim e do não, bem o sei. É uma questão complicada, que apela à consciência individual e colectiva. No referendo, eu respondo, com dúvidas, sim.

*

Sinto-me dividido nesta questão! Sim - pq é melhor morrer antes que se aperceba que vai ter uma vida miserável graças à inconsciência dos pais. Não - pq estamos em Portugal, e só vamos conseguir controlar os abortos daqui por uns 50 anos (com sorte). Não sei qual será a melhor hipótese... Como dizes a lei não abrange tudo... e pq não restruturar a antiga lei?
(Afonso Sade)

domingo, janeiro 7


Novamente rumo a Norte.

quinta-feira, janeiro 4

O teu calor queimou-me a sensatez,
Reduziu-a a cinzas.
Não!, já não sou austero e sombrio,
Sou um bobo louco
Que quer um pouco
Do sol que brota dos teus olhos.

Jorge Jardim

quarta-feira, janeiro 3

Lá longe as luzes cintilam
Os carros passam, indiferentes
À dança das estrelas na abóbada celeste
Supernovas explodem
Estrelas nascem
Estrelas morrem
Que sabes tu das metafísicas do Universo?
E os carros passam, indiferentes.


Jorge Jardim

segunda-feira, janeiro 1

Chiu!
Sente.

Não analises,
Apalpa

Não atentes,
Olha

Não indagues,
Ouve

Cheira,
Saboreia

Não digas nada!
Chiu!

Jorge Silva

sábado, dezembro 30

Lendo...


A Herança de Eszter de Sándor Márai. Um romance que vale a pena ler.

Sobre o autor
“Sándor Márai nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. …abandonou definitivamente o seu país em 1948 com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos. (…) Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na Califórnia, poucos meses antes da queda do muro de Berlim.”

sexta-feira, dezembro 29

Enfim perdi a adolescência
Sou agora prisioneiro do tempo
Da mudança sem retorno.
Jazem os sonhos silenciosos
Silenciados por dias e gentes.

Jorge Jardim

quarta-feira, dezembro 27

Metapoema

O poeta extorque os pequenos sentimentos ao quotidiano
Acaricia-os, aclara-os
Dá-os às palavras.

Jorge Jardim

quinta-feira, dezembro 21

quarta-feira, dezembro 20

Geo-engenharia

Reverter o aquecimento global não pela redução ou supressão das emissões de CO2, mas através da aplicação de medidas alternativas. Há várias propostas que vão desde a introdução de partículas/compostos químicos na alta atmosfera, criando o skin, a até aos sunshines artificiais. Na BBC em podcast.

Apontamento

Esta frase no Origem das Espécies é deliciosa.

segunda-feira, dezembro 18

Um dia serei pó das estrelas
Imiscuir-me-ei na água da chuva
Serei átomo de rocha sólida
Bicho da terra
Peixe do mar.
Nesse dia serei nada,
Como hoje sou.

Jorge Jardim

sexta-feira, dezembro 15

Ecos do Norte

O tempo por aqui ainda é pouco, mas passo já a elaborar uma lista daquilo que mais gosto e do que mais me desagrada aqui em Leuven, na Bélgica.

Gosto

  • Do facto de muita gente, sobretudo estudantes, mas não só, andar de bicicleta.

  • Da rede de transportes públicos. Parece eficiente e abrangente. Tem o senão de os transportes não serem propriamente baratos.

  • A cidade é pequena, mas, e talvez até por isso, asseada e arrumada.

  • Da cerveja, claro!

Não gosto

  • Raramente gosto da comida na cantina. Para além disso tenho a sensação de que grande parte dos pratos que lá se servem é de fast-food; compra-se meio cozinhado, põe-se 5/10 mn no óleo a ferver ou no micro-ondas e está pronto. Acresce que os naturais daqui não vão muitas vezes à cantina para almoçar; comem a sua sandes e voltam ao trabalho. Para compensar tudo isto há imensos restaurantes italianos na cidade!

  • Do tempo. Chove muito frequentemente e quando não chove há nuvens premonitórias. Bem, de vez em quando o Sol dá um ar da sua graça.

  • Dos horários das lojas. Fecham as 6 da tarde, impreterivelmente. A Fnac meia hora depois, mas é uma excepção. Os supermercados estão abertos até mais tarde, como é óbvio.

Contudo conheço muito pouco de tudo o resto. Não sigo a comunicação social daqui (flamengo é difícil para mim). Nem sequer sei se o resto da Bélgica é assim. Sei que se estivesse na parte gaulesa sempre ia percebendo umas palavras.

quarta-feira, dezembro 13

Há dias em que o coração se esvai
Em lágrimas.
Mas é tão mais bonito cantar
As flores que crescem em cada canteiro.

Jorge Jardim

terça-feira, dezembro 12

Ecos do Norte



No The Great Market Square, mesmo no centro de Leuven.

Citadino

Tenho saudades de ser menino
De andar descalço na terra suja
De rebolar na erva ressequida
Pelos últimos resquícios de Verão
De ficar
Até as horas já não contarem
Até a noite descer
Já tardia
Sobre o longo dia

Como tenho saudades
De correr atrás da bola,
Qual bola de sabão,
Até a noite apagar a baliza no horizonte
E trazer consigo
Todos os sonhos do mundo.

Jorge Jardim

segunda-feira, dezembro 11

Apontamentos do Reólogo

"The mountains melted from before the LORD, even that Sinai from before the LORD God of Israel." Judges 5:5

Sim, elas fluem. Antes de Deus, mas depois, bem depois do homem. Como nas palavras do profeta Deborah.

domingo, dezembro 10

Ecos do Norte


(Clique para ampliar)

Leuven hoje ao cair da tarde era assim

quarta-feira, dezembro 6

Elogio a Vénus

Sinto-te mulher,
No meu desejo,
No teu corpo.

Sinto-te mulher fértil,
Forte, na tua dor
Sei que és mulher que ama e chora.

Jorge Jardim

terça-feira, novembro 28

Apetecem-me as palavras
(não!, não deixei de gostar de números)
Aquelas que brotam dos objectos e dos afectos
Aquelas que nos endeusam,
As que nos faltam.

Quero escrever mais e mais
Num ímpeto criativo e intenso
Abraçar o mundo
Fingir com Pessoa
Ou ter o mar de Sophia
Apetecem-me as palavras.

Jorge Jardim
Aqui penso muitas vezes em como o ritmo de vida das pessoas é influenciado pelo tempo atmosférico e pela latitude. A chuva, o sol, o vento, a noite, o dia, o frio, o calor são uma música de fundo que marca a cadência do nosso tempo. E o tempo aqui passa ao som da chuva, miudinha, incessante, banhada pela noite que vem cedo. Dizem que depois vem o Estio e é diferente. Mas agora…agora é assim.

Rosa Brava IV

E pronto, tudo o que é bom acaba! Fico sem saber o que é que no romance corresponde a factos históricos e aquilo que é recriado, inventado, imaginado. Afinal, el-rei D. Fernando é figura central do romance e eu nada sei das guerras com Castela ou dos acordos com os ingleses, mencionados no livro. É talvez um bom ponto de partida para aprender um pouco mais.
Fica a última lista de palavras…

Sinecuras
Espaldar
Dossel
Sedição
Deificá-los
Desquite
Cenóbio
Alvitre
Chantre
Amavioso
Preitear
Exangues
Vagidos
Infrene
Vacatura
Diadema
Gleba
Sabujos
Cenho
Daia
Fagueiro
Gesta
Respaldar
Tagante
Inepto

sexta-feira, novembro 24

Rosa Brava III

E há mais, sempre mais, tanta coisa para aprender. Cuidemos da nossa língua.

Coio
Lente (!!)
Azorrague
Arras
Almoxarifado
Transido
Almucela
Expensas
Anafado
Acintosa
Inumada
Betesgas
Nédios
Cáfila
Barbacãs
Cambraia
Teada
Alfrês
Ameias
Espúria
Desassisado
Galifate
Imprecando
Vasca
Loas
Caterva


Qual será o futuro de D. Leonor Teles de Menezes?

quarta-feira, novembro 22

Lendo...

mais um artigo interessante de Alexandre Brandão da Veiga.

terça-feira, novembro 21

Ecos do Norte

Em termos de monumentos ainda não vi muita coisa cá, mas do pouco que vi, aquilo que mais gostei foram as igrejas. Em Leuven entrei numa das muitas que estão espalhadas pela cidade. Em Bruxelas visitei a catedral THE SAINT MICHAEL and SAINT GUDULA (imagens) . Grandiosa, majestosa, imponente, com vitrais enormes, impecavelmente pintados retratando cenas religiosas. Santos em pedra nas colunas que se estendem até ao altar como que convidando à oração. Candeeiros lustrosos suspensos por enormes correntes adornadas descendo das abóbadas. Templos para qualquer apreciador de arte sacra ou arquitectura antiga.
Infelizmente ainda não tenho máquina fotográfica e aquilo que posso aqui deixar, para além de algumas imagens recolhidas na rede, são as palavras que ficam sempre aquém que qualquer experiência vivida ou imaginada.

segunda-feira, novembro 13

Rosa Brava II


Mas o livro é um chorrilho de palavras que não me são íntimas, que começo agora a namorar. Ficam mais algumas dos capítulos seguintes.
alcáçova
carqueja
persignou-se
alcantiladas
matula
tavolagem
gandaia
Junta-se o prazer de aprender ao prazer de ler um excelente livro. Magnífico!

sábado, novembro 11

Livros lidos

Dado que tenho aqui um número considerável de comentários a livros que tive o prazer de ler, decidi criar uma nova categoria: Livros lidos. Aqui estão todos os comentários publicados.

Rosa Brava


Rosa Brava de José Manuel Saraiva


Só no terceiro capítulo listei estas 9 palavras ou expressões, das quais desconhecia o significado.

Prelados

Almotacés

Escambo

Liteira

Infanções

Dilecta

Mundo hanseático

Vianda

Seráfico

Elas aqui estão, soltas, descontextualizadas, prontas a serem usadas!

sexta-feira, novembro 10



Viver em Leuven faz-me lembrar as nossas Semanas da Mobilidade. Durante um ou dois dias, fecha-se meia dúzia de ruas ao trânsito, complicando ainda mais a circulação, para depois ficar tudo na mesma. Ou seja, carros e mais carros, filas intermináveis, transportes públicos ineficientes e falta de incentivo ao uso da bicicleta.

quarta-feira, novembro 8

No centro da Europa…

Ainda não fiz fotos. O tempo disponível para contemplar esta nova realidade é exíguo nestes primeiros dias. No futuro deixarei aqui mais ecos do centro da Europa.

Lendo



Este livro de Bill Bryson foi para mim uma agradável surpresa. Nele o autor traça com uma grande clareza os caminhos tortuosos do desenvolvimento do conhecimento científico. Mostra como conhecimentos largamente aceites pela comunidade científica nem sempre o foram, como, não raras vezes, o crédito de uma descoberta não é atribuído ao seu legítimo dono, como os Homens são capaz do melhor e do pior. Mas o livro é muito mais do que isso: é uma viagem fascinante às nossas origens, desde o Big Bang ao Homo sapiens sapiens, ou dito de outra maneira, ao conhecimento que temos das nossas origens.
Um bom livro.

sexta-feira, novembro 3

Quase de partida...



Um oportunidade para conhecer melhor a nossa Europa. Os ecos (fotos, comentários, etc...) surgirão aqui.

domingo, outubro 29

De uma campanha publicitária da Toyota



Muito boa esta imagem! (Falta um pouco da parte superior da imagem, mas é o "tronco" de uma árvore.)

quinta-feira, outubro 26

Ignorância

"Há aqui um cheiro a dióxido de carbono" disse hoje um jornalista da Antena 1 durante uma reportagem.

quarta-feira, outubro 25

Farpas

“Aqueles seres musculados e bem torneados que vemos nas séries de TV são apenas propaganda: os verdadeiros americanos não estão somente obesos, estão monstruosos. O que, aliás, é justíssimo, porque foram eles os inventores da fast food e da junk food, que depois começaram a impor ao mundo, juntamente com o seu cinema, as suas produções televisivas e a sua diplomacia do porta-aviões e dos bombardeamentos. Hamburgers, batatas fritas, refrigerantes carregados de açúcar e de químicos, ketchup, maionese feita sabe Deus como: eis os elementos do contributo americano para a civilização ocidental - sendo que estão activamente a estender tal contributo a todas as outras partes do planeta.”
João Aguiar na Super Interessante

segunda-feira, outubro 23

Vocês não acreditam
Eu não sei que fazer
Azar o vosso
Não faço nada!

Gostava que acreditassem
Mas se não acreditam
Azar o vosso
Não faço nada!

Jorge Jardim

sexta-feira, outubro 20

Lendo...



Breve História de Quase Tudo de Bill Bryson. A crítica fica para daqui a alguns dias.

quarta-feira, outubro 18

Livre vive
Passarinho
Esvoaça
Procura o ninho
Leve brisa
No teu caminho
Passarinho

Jorge Jardim

segunda-feira, outubro 16

Rautavaara


Rautavaara

Conhecendo melhor a obra deste compositor filandês do nosso tempo. Em breve, mais novidades.

sexta-feira, outubro 13

Os Grandes Portugueses da RTP

Eu não costumo participar nestas coisas, mas desta vez vou participar. Quero com o meu voto prestar homenagem a um herói português nem sempre devidamente reconhecido: Aristides de Sousa Mendes.

quinta-feira, outubro 12

Que de dia sejas minha companhia
E de noite meu leito
Onde me deito

Que os teus dedos se unam aos meus
E a minha face toque teu rosto
E de beijar provem os lábios o gosto

Que os nossos corpos se unam
E possamos sentir o calor,
O prazer e a dor do amor

Que este poema fique pra sempre
E seus desejos se concretizem
Ou nunca mais se idealizem.

Jorge Jardim

sexta-feira, outubro 6

Tantas questões
Tanto sofrimento
Quantas razões
Haverá merecimento?

Jorge Jardim

terça-feira, outubro 3

Se há coisa realmente difícil de manter é o ímpeto criativo. Essa força que nos desassossega o espírito e nos faz ver novas cores em paisagens já gastas pelo olhar. Acho que esse impulso é sempre intermitente, como se cada nova harmonia anunciasse já a próxima tempestade.

Contrastes

Doce toque
Quente carícia
Que delícia!
Esta melodia
Esta harmonia

Azeda ausência
Fria solidão
Que ingratidão!
Esta indiferença
Esta não pertença

Jorge Jardim

quinta-feira, setembro 28

Por que é que um insecto, no tecto de "cabeça para baixo", não cai?

domingo, setembro 24

Tenho fome de silêncio
Calai-vos, arre!
Só quero a voz vazia
da minha alma despida,
Quero estar com as estrelas e o luar
E amar-vos infinitamente.

Jorge Jardim

quinta-feira, setembro 21

Matemática e beleza

Há um empate na votação para o título da coluna de matemática. Vou desempatar escolhendo o título Matemática e Beleza. Aquilo que me seduz na matemática é o seu lado estético e o seu poder, enquanto instrumento essencial ao desenvolvimento científico e tecnológico. Mas, a matemática vale por si só, pela sua Beleza.


Agora com o Blogger Beta, tudo se tornou mais fácil de maneira que é possível arquivar os post por categorias. Assim sendo, depois da categoria Os meus poemas, surgirá a categoria Matemática e Beleza.
Cá continuo,
Deitado sobre a fina areia
Ouvindo o mar
Falar
De ti.

Jorge Jardim

segunda-feira, setembro 18

Por enquanto, estes são os títulos que estão na calha, para o título da coluna de matemática.

Matemática e Beleza (1 voto)
A Matemática e o Mundo (1 voto)
A Matemática no Mundo (1 voto)

Blogger Beta

Este é o primeiro post aqui publicado usando a nova versão do Blogger, o Blogger Beta. Num primeiro contacto, esta versão parece-me mais agradável e funcional. Veremos.

sexta-feira, setembro 15

Estou a equacionar a possibilidade de criar, neste blog, um espaço (mais ou menos periódico) para falar acerca da Matemática e das suas aplicações: a matemática na natureza, na engenharia, na música!, na arquitectura, na economia, etc. Ou de simples curiosidades (qual a origem do número de Napier, e?) Tudo isto sem nunca perder de vista o Belo platónico!

São bem-vindas sugestões para o nome do espaço.

quarta-feira, setembro 13

A Blasfémia

Não resisto a deixar o link para este texto de Alexandre Brandão da Veiga. Não é simples seguir as suas ideias, mas o texto é muito estimulante.

segunda-feira, setembro 11

Mérito


Vanessa Fernandes é, na minha opinião a melhor atleta portuguesa da actualidade. Ontem venceu mais uma prova da Taça do Mundo de Triatlo. Parabéns!

segunda-feira, setembro 4

Lendo... (Actualizado)


o famoso romance de Dan Brown, O Código da Vinci. Tanto quanto me lembro, é a primeira vez que vejo um filme e só depois leio o livro que o inspirou. Já alumas vezes ouvi dizer que o contrário costuma fazer com que os espectadores saiam desiludidos do filme.

Neste caso, o livro contem bastantes "pormenores" que não vi no filme, ou por distracção minha, ou porque simplesmente não estavam lá.

Quanto às críticas da igreja, Ora!, isto é só um romance. E é esta liberdade de expressão que nos distingue do Islão.

Nota: Quando eu na última frase, escrevi "Islão", deveria ter dito "maioria dos países muçulmanos". Na verdade, nada me move contra o Islão como religião. Apenas acho, que na maior parte dos países muçulmanos não há liberdade de expressão.

*

Eu pessoalmente gosto de beliscar, mais do que ser beliscada...Mas não nos comparemos com ninguém, nem em termos religiosos, nem sociais, nem politicos. Os erros e falhas de outros não invalidam os nossos...Somos como somos, porque assim o entendemos, aprendemos, absorvemos. O que realmente nos distingue uns dos outros é a nossa capacidade de escolher e de contrariar aquilo q achamos estar mal!!

Guida

*

O livro recomenda-se e é bem melhor do que o filme! Agora quanto à liberdade de expressão.........não concordo que seja o que nos distingue do Islão. Existe falta de liberdade de expressão tanto na Igreja Católica como o Islão. Por isso é que ainda há pessoas a ficar chocadas com as revelações deste livro, que cada um pode entender como quiser, mas que realmente ofenderam muito a Igreja Católica.....

Rosa

*

Ficção ou não, fico sempre mais satisfeito quando religiões e sobretudo poderes "intocáveis" sofrem beliscões como os que este livro provocou. Vale sempre a pena!

BadSeed

quinta-feira, agosto 31

A Matemática e o Mundo



Quando se estuda o comportamento dos fluídos ou as equações de Maxwell, o conhecimento dos operadores gradiente, divergente e rotacional é muito importante. Mas, a que é que chamamos operador em matemática? Operador é uma entidade que actua sobre um número, um vector ou uma matriz, etc, e o transforma noutra coisa, que pode ser um número, um vector, uma matriz, etc.

Exemplo: Podemos definir um operador  como sendo a divisão por 3. Então, se  actua um número b, transforma-o em b/3. Fácil!

quarta-feira, agosto 23

Divulgação Científica

Ainda não explorei este site de divulgação científica, mas à primeira vista parece ser mais um bom site. Passa, por isso, a fazer parte dos meus links.

domingo, agosto 20

Lendo...




O último número da Gazeta da Física é um registo do ciclo de colóquios À Luz de Einstein: 1905-2005, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian. (Merece aplausos esta iniciativa de pôr os colóquios em papel!) Há ainda uma entrevista com o prémio Nobel da física 1996, Harold Kroto, um dos responsáveis pela descoberta da molécula C60.

quarta-feira, agosto 9

A Espiral Dourada














Este é um livro muito interessante e de fácil leitura. Uma pequena viagem pela história das meridianas e das cifras. Mas também uma exploração da sucessão de Fibonacci e da proporção dourada e das suas aparições na Natureza e na arte. Os autores ensinam-nos, acima de tudo, a ser cépticos em relação à aparição da proporção dourada na arte, para que não a vejamos onde a queremos ver, mas apenas onde ela possa existir.

sexta-feira, julho 28

O Estado da Educação III

Concordo com a avaliação generalizada e democrática. Mas pouco mais se sabe sobre os parâmetros de avaliação, facto que só tem contribuído para aumentar a temperatura a um sector quase em ebulição... Todos os sindicatos dos professores unem-se, o que não acontecia, penso eu, nos últimos 25 anos. Aqui, a união não só não faz a força como reforça a percepção de que muitos encaram todo o processo como uma afronta, uma ameaça a um sistema demasiado protector e desigual na uniformização de carreiras. Acho que vamos conversar sobre isto durante muitos mais meses... Felizmente, digo eu!

(Leitor devidamente identificado)

Sobre "A Espiral Dourada"













Não é fantástico que a soma das diagonais do Triângulo de Pascal originem a sucessão de Fibonacci (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21,...)?!! Muito curiosas as propriedades desta sucessão. De facto, ela está muito presente na Natureza; muito mais do que aquilo que seria expectável.

quinta-feira, julho 27

Lendo...













A Espiral Dourada

(e preparando os habituais comentários)

domingo, julho 23

O Estado da Educação II

Antes de emitir qualquer opinião sobre este assunto, e porque as opiniões são também fruto das vivências e das situações, convém dizer que sou professor profissionalizado, com uma curta experiência no ensino, e que neste momento não estou, por opção, a exercer a actividade. Sou agora, em relação às últimas polémicas na educação, mas espectador do que actor.

Aquilo que conheço da educação em Portugal é suficiente para perceber que nem tudo está bem, tal como já não estava antes da actual ministra tomar posse. Já várias vezes ouvi que, apesar da percentagem do PIB que Portugal gasta em educação ser superior à de muitos países europeus, os resultados são maus. Também compreendo que a educação de um povo é uma “pescadinha de rabo na boca” no sentido em que pais com deficiente formação e educação criarão, com alta probabilidade, filhos com problemas comportamentais e de aprendizagem que, por sua vez, mais tarde serão pais... Ora, daqui ressaltam duas ideias: 1º este ciclo só poderá ser revertido com um sistema educativo eficiente. 2º os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos.

É por isso que defendo a avaliação dos pais pela sociedade e, obviamente, na linha da frente dessa avaliação deverão estar os professores. Claro que os professores deverão também ser avaliados pelos pais, mas, somente pelos pais que cumpram os requisitos de participação na vida escolar dos filhos, indo à escola quando tal for solicitado. Não consigo conceber a ideia de um pai que vai à escola apenas uma vez no ano e, ainda assim, avalia o professor. Como não conheço os detalhes da nova lei sobre este assunto não posso dizer se ela é inteiramente satisfatória ou não. Mas, em termos genéricos, advogo o princípio de que todos devem ser avaliados por todos. Para além do mais, acho que a avaliação dos professores pelos pais só vai contribuir para o reforço do prestigio social dos professores, que tem andado um pouco por baixo.

Este debate sobre a avaliação dos professores é, apesar de toda a crispação, essencial, porque até agora essa avaliação, depois do ingresso na carreira, na prática não existia, o mesmo é dizer, todos os professores ascendiam ao topo da carreira se leccionassem o número necessário de anos e frequentassem as acções de formação (algumas de qualidade muito duvidosa, diga-se). Portanto, a primeira questão que deveria ser colocada é: Os professores devem ser avaliados no exercício das suas funções? Se sim, por quem? Aqui surge a segunda grande questão sobre a qual queria reflectir: o estabelecimento da quota máxima para a ascensão ao topo da carreira. No fundo o reconhecimento que uns terão mais mérito que os outros, que não são todos iguais e que o subir na carreira implica trabalho e esforço. Isto é claramente positivo, benéfico para a sociedade como um todo, pois a carreira de cada professor será assente no mérito e no seu reconhecimento.
PS. Em relação aos exames nacionais de Física e Química, houve bastante trapalhada. Talvez ainda aborde esse assunto em posts posteriores.

quinta-feira, julho 20

Ouvindo...



















..Seu Jorge. Música em estado puro... Despida, sem arranjos. Música bela...

sexta-feira, julho 14

Nota

O post anterior não expressa a minha opinião (dá-la-ei quando tiver um pouco mais de disponibilidade). Aqui colocarei todas as opiniões devidamente fundamentadas, ainda que difiram da minha, pois todos os pontos de vista são importantes para o debate de ideias.

quinta-feira, julho 13

O Estado da Educação

Desabafos de uma professora

Isto está mau para os professores! Agora querem pôr os pais a avaliar os professores! E porque não? Parece-me é que, por uma questão de prioridades, se devia era começar por avaliar os pais. E ninguém melhor que os professores para o fazer. Primeiro porque estão em contacto directo com o produto final do trabalho dos pais como educadores. Depois porque têm formação a nível de avaliação: sabem definir critérios de avaliação e construir os instrumentos de avaliação adequados que permitirão fazer uma avaliação rigorosa e objectiva das competências dos pais como educadores. Proponho que a uma classificação negativa obtida pelos pais corresponda uma multa pecuniária, a duas consecutivas a inscrição compulsiva num “Curso de Formação de Pais” com duração de 15 dias em regime de internamento, e a mais de duas classificações negativas os filhos seriam retirados aos pais pela Segurança Social.

Devo dizer que não sou contra a avaliação dos professores. Os professores dão aulas, produzem documentos, corrigem provas, programam actividades extra-curriculares, organizam visitas de estudo, dinamizam clubes, e todas estas actividades podem ser objectivamente avaliadas. Mas pelos pais? Na minha opinião confiar a avaliação dos professores aos pais é como confiar na divina providência! O que poderão os pais avaliar? O relacionamento professor-aluno? Com base em quê? Nos relatos dos filhos? Será que um professor exigente, pouco simpático, cáustico ou corrosivo, é um professor incompetente? Talvez não seja apreciado pelos pais mesmo que seja cientificamente competente, use técnicas e estratégias de ensino diversificadas, elabore bons materiais de trabalho, cumpra os programas e mantenha com os alunos um relacionamento institucional correcto. Não me parece justo fazer depender a avaliação de um professor de apreciações emocionais como são muitas vezes as dos pais.

Não quero com isto dizer que os pais não sabem avaliar os professores. Os pais sabem muito bem se os professores dos seus filhos são bons ou maus. Se os seus filhos vêm da escola a saber mais coisas, com vontade de aprender, com hábitos de trabalho, com mais autonomia para realizar as tarefas que os professores propõem. Os pais vêm o resultado do trabalho dos professores. Mais do que “ver”, “sentem”! Essas apreciações dos pais devem chegar e já chegam à escola e aos professores. Mas passar esse tipo de avaliação para a participação na atribuição de uma classificação do desempenho de um professor com consequências na sua progressão na carreira parece-me, francamente, um abuso e um atentado à dignidade do professor que pode ter consequências muito nefastas no relacionamento institucional entre professores, pais e alunos.

Outro aspecto da avaliação dos professores é tentativa de a fazer depender ou relacioná--la com os resultados dos seus alunos. É outra coisa com que não posso concordar! Embora não gostando de comparar o que não é comparável perdoem-me este exemplo: se os médicos fossem avaliados pelos doentes que curam como ficava um médico de oncologia? Na minha opinião um bom aluno tanto brilha com um bom professor como com um mau professor e um mau aluno é uma dor de cabeça para qualquer professor. E todos os professores sentem na pele que se um aluno tem bons resultados é muito dotado, esperto, inteligente… se tem maus resultados é o professor que é uma nódoa!

A avaliação, quer seja de um aprendiz, de um profissional, de um curso ou de outra coisa qualquer é um processo complexo, com elevado grau de subjectividade e que exige a aplicação de técnicas que se tenta que sejam o mais rigorosas e objectivas possível. Os professores sabem disso porque sempre lidaram com avaliação e receberam formação nesse sentido. A avaliação é tanto mais delicada quanto maiores forem as suas implicações na vida das pessoas. Todas as pessoas sabem que têm que se submeter a avaliação ao longo da vida. Não acredito que os professores estejam contra a avalição. Só acho que devemos exigir, como os alunos e os pais exigem, rigor, objectividade e justiça na avaliação.

Longe vão os tempos em que o professor (como o médico e o senhor padre) era reconhecido pela sociedade e respeitado como pessoa sabedora e que contribuía para a melhoria da qualidade de vida encarregando-se da formação dos mais novos. Quando escolhi o meu curso era muito nova. Escolhi-o porque gosto da Ciência. Actualmente, como professora de ciências, gosto de dar aulas, gosto de prepara aulas, gosto de pesquisar novas formas de ensinar, gosto de trabalhar no “meu” laboratório da “minha” escola. Não gosto de corrigir testes, acho que ninguém gosta! Mas, se fosse hoje, garanto que não tinha escolhido um curso de formação de professores! Estou até tentada a acreditar no meu tio que dizia, há muito tempo, que só vai para professor quem não sabe fazer mais nada!
(Leitora devidamente identificada)

quinta-feira, julho 6

Coreia do Norte

Numa altura em que a Coreia do Norte volta ao topo da actualidade pelas piores razões, aqui fica o site oficial do governo Norte-Coreano. "The Leaders are the sun of the nation and mankind". Até podem ser o Sol da nação, mas não são certamente o Sol da humanidade.

quarta-feira, julho 5

Piazzolla Forever (ou "a música é um romance sem fim")

Sairam os violinos, o piano e o contrabaixo. Ficou só Galliano. Ele e o acordeão. Galliano levando o acordeão até aos limites. (Como é possível sair tanta música daquele caixa?!). Quatro, cinco minutos até à exastão. E um público em êxtase aplaudindo.

segunda-feira, julho 3

A caminho


Richard Galliano

...para ver o concerto de Galliano e companhia. Relembrando, reinventando a obra do mestre Piazolla.

quinta-feira, junho 29

O Grandioso, O Belo


Zurique, ontem à noite

Encontrei está foto no Público online de hoje. O mínimo que se pode dizer é que é bela.

quarta-feira, junho 28

Energias...

Como resultado da Conferência As energias do Presente e do Futuro realizada no passado mês de Novembro a SPF lançou um número especial da Gazeta da Física. É esse número especial que estou, com todo o interesse, a ler neste momento. Está lá tudo para que possamos entender este assunto absolutamente decisivo para o nosso futuro. Desde os problemas climáticos causados pela queima de combustíveis fósseis até à, mais ou menos longíqua mas inevitável, escassez de petróleo. Colocado este cenário é dada ênfase às energias renováveis e à eficiência energética. Numa palavra trata-se de pensar o futuro procurando agir no presente. É este o nosso Mundo!

quinta-feira, junho 22

Cérebro… a última fronteira

Há já alguns anos tive o prazer de ler O Sentimento de Si, do conceituado cientista português António Damásio. Livro brilhante, nem sempre de fácil leitura, para um leigo na matéria como eu. A equipa de António Damásio procura desvendar os mistérios do cérebro humano quer estudando pacientes que por um ou outro motivo têm lesões em áreas específicas do cérebro, quer estudando a actividade cerebral de pessoas saudáveis usando técnicas de imagiologia médica. Mais recentemente li O Grande, o Pequeno e a Mente Humana, de Roger Penrose, e um artigo intitulado Um Olhar Matemático Sobre o Cérebro publicado na revista Gazeta da Matemática da SPM.
São 3 visões diferentes de um mesmo tema: o cérebro humano. Como funciona? Como é que uma rede de milhares e milhares de neurónios conduz à percepção de um cheiro, uma dor, um paladar, à formação de uma ideia. Uma investigação muito actual que certamente terá muitos desenvolvimentos neste século.

terça-feira, junho 20

O momento


Golo

Alguns milésimos de segundo depois de a bola entrar na baliza os Portugueses gritavam golo pela segunda vez em Franckfurt.

segunda-feira, junho 19

Regressando do mundial...

em breve retomarei os posts.

terça-feira, junho 13

Campos...

Há os campos, relvados, de futebol. Há os de milho, de trigo e de centeio. Mas, há também os campos vectoriais. Em cada ponto do campo, foi "semeada" uma seta, um vector. Há as maiores e as mais pequenas, as que apontam mais para a esquerda ou mais para a direita, mais para cima ou mais para baixo. E elas podem aumentar ou diminuir, apontar mais para aqui ou mais para ali à medida que o tempo passa. Elas podem ser velocidades ou tensões. E tudo isto pode ser dito numa linguagem muito mais técnica.
Isto ajuda-nos muito a compreender e descrever a Natureza!

segunda-feira, junho 12

Ryuichi Sakamoto e Alva Noto...




... ontem na Casa da Música, no Porto, para apresentação do seu último trabalho Insen. Estranha música esta, experimental, nova, minimalista, diferente de tudo. Há uma tensão permanete entre piano e música electrónica.

segunda-feira, junho 5

Ouvindo...


Rachmaninov

Considerado o último compositor romântico russo.

sábado, junho 3

A poesia, se não for o lugar onde o desejo ousa fitar a morte nos olhos, é a mais fútil das ocupações.
Eugénio de Andrade

sexta-feira, junho 2

As mãos e os frutos

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade