domingo, janeiro 14
Ecos do Norte
quinta-feira, janeiro 11
terça-feira, janeiro 9
Sobre o referendo ao aborto
Há argumentos válidos e consistentes a favor do sim e do não, bem o sei. É uma questão complicada, que apela à consciência individual e colectiva. No referendo, eu respondo, com dúvidas, sim.
Sinto-me dividido nesta questão! Sim - pq é melhor morrer antes que se aperceba que vai ter uma vida miserável graças à inconsciência dos pais. Não - pq estamos em Portugal, e só vamos conseguir controlar os abortos daqui por uns 50 anos (com sorte). Não sei qual será a melhor hipótese... Como dizes a lei não abrange tudo... e pq não restruturar a antiga lei?
domingo, janeiro 7
quinta-feira, janeiro 4
quarta-feira, janeiro 3
segunda-feira, janeiro 1
sábado, dezembro 30
Lendo...
“Sándor Márai nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. …abandonou definitivamente o seu país em 1948 com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos. (…) Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na Califórnia, poucos meses antes da queda do muro de Berlim.”
sexta-feira, dezembro 29
quarta-feira, dezembro 27
Metapoema
Acaricia-os, aclara-os
Dá-os às palavras.
Jorge Jardim
quinta-feira, dezembro 21
quarta-feira, dezembro 20
Geo-engenharia
Reverter o aquecimento global não pela redução ou supressão das emissões de CO2, mas através da aplicação de medidas alternativas. Há várias propostas que vão desde a introdução de partículas/compostos químicos na alta atmosfera, criando o skin, a até aos sunshines artificiais. Na BBC em podcast.segunda-feira, dezembro 18
sexta-feira, dezembro 15
Ecos do Norte
Gosto
- Da rede de transportes públicos. Parece eficiente e abrangente. Tem o senão de os transportes não serem propriamente baratos.
- A cidade é pequena, mas, e talvez até por isso, asseada e arrumada.
- Da cerveja, claro!
Não gosto
- Raramente gosto da comida na cantina. Para além disso tenho a sensação de que grande parte dos pratos que lá se servem é de fast-food; compra-se meio cozinhado, põe-se 5/10 mn no óleo a ferver ou no micro-ondas e está pronto. Acresce que os naturais daqui não vão muitas vezes à cantina para almoçar; comem a sua sandes e voltam ao trabalho. Para compensar tudo isto há imensos restaurantes italianos na cidade!
- Do tempo. Chove muito frequentemente e quando não chove há nuvens premonitórias. Bem, de vez em quando o Sol dá um ar da sua graça.
- Dos horários das lojas. Fecham as 6 da tarde, impreterivelmente. A Fnac meia hora depois, mas é uma excepção. Os supermercados estão abertos até mais tarde, como é óbvio.

Contudo conheço muito pouco de tudo o resto. Não sigo a comunicação social daqui (flamengo é difícil para mim). Nem sequer sei se o resto da Bélgica é assim. Sei que se estivesse na parte gaulesa sempre ia percebendo umas palavras.
quarta-feira, dezembro 13
terça-feira, dezembro 12
Citadino
De andar descalço na terra suja
De rebolar na erva ressequida
Pelos últimos resquícios de Verão
De ficar
Até as horas já não contarem
Até a noite descer
Já tardia
Sobre o longo dia
Como tenho saudades
De correr atrás da bola,
Qual bola de sabão,
Até a noite apagar a baliza no horizonte
E trazer consigo
Todos os sonhos do mundo.
Jorge Jardim
segunda-feira, dezembro 11
Apontamentos do Reólogo
Sim, elas fluem. Antes de Deus, mas depois, bem depois do homem. Como nas palavras do profeta Deborah.
domingo, dezembro 10
quarta-feira, dezembro 6
Elogio a Vénus
No meu desejo,
No teu corpo.
Sinto-te mulher fértil,
Forte, na tua dor
Sei que és mulher que ama e chora.
Jorge Jardim
terça-feira, novembro 28
Rosa Brava IV
E pronto, tudo o que é bom acaba! Fico sem saber o que é que no romance corresponde a factos históricos e aquilo que é recriado, inventado, imaginado. Afinal, el-rei D. Fernando é figura central do romance e eu nada sei das guerras com Castela ou dos acordos com os ingleses, mencionados no livro. É talvez um bom ponto de partida para aprender um pouco mais.Fica a última lista de palavras…
Sinecuras
Espaldar
Dossel
Sedição
Deificá-los
Desquite
Cenóbio
Alvitre
Chantre
Amavioso
Preitear
Exangues
Vagidos
Infrene
Vacatura
Diadema
Gleba
Sabujos
Cenho
Daia
Fagueiro
Gesta
Respaldar
Tagante
Inepto
sexta-feira, novembro 24
Rosa Brava III
Coio
Lente (!!)
Azorrague
Arras

Almoxarifado
Transido
Almucela
Expensas
Anafado
Acintosa
Inumada
Betesgas
Nédios
Cáfila
Barbacãs
Cambraia
Teada
Alfrês
Ameias
Espúria
Desassisado
Galifate
Imprecando
Vasca
Loas
Caterva
Qual será o futuro de D. Leonor Teles de Menezes?
terça-feira, novembro 21
Ecos do Norte

Infelizmente ainda não tenho máquina fotográfica e aquilo que posso aqui deixar, para além de algumas imagens recolhidas na rede, são as palavras que ficam sempre aquém que qualquer experiência vivida ou imaginada.
segunda-feira, novembro 13
Rosa Brava II
sábado, novembro 11
Livros lidos
Rosa Brava
sexta-feira, novembro 10

quarta-feira, novembro 8
No centro da Europa…
Lendo

sexta-feira, novembro 3
Quase de partida...
domingo, outubro 29
De uma campanha publicitária da Toyota
quinta-feira, outubro 26
Ignorância
quarta-feira, outubro 25
Farpas
segunda-feira, outubro 23
sexta-feira, outubro 20
quarta-feira, outubro 18
segunda-feira, outubro 16
Rautavaara
sexta-feira, outubro 13
Os Grandes Portugueses da RTP
quinta-feira, outubro 12
E de noite meu leito
Onde me deito
Que os teus dedos se unam aos meus
E a minha face toque teu rosto
E de beijar provem os lábios o gosto
Que os nossos corpos se unam
E possamos sentir o calor,
O prazer e a dor do amor
Que este poema fique pra sempre
E seus desejos se concretizem
Ou nunca mais se idealizem.
Jorge Jardim
terça-feira, outubro 3
Contrastes
Quente carícia
Que delícia!
Esta melodia
Esta harmonia
Azeda ausência
Fria solidão
Que ingratidão!
Esta indiferença
Esta não pertença
Jorge Jardim
domingo, setembro 24
quinta-feira, setembro 21
Matemática e beleza
segunda-feira, setembro 18
Blogger Beta
sexta-feira, setembro 15
São bem-vindas sugestões para o nome do espaço.
quarta-feira, setembro 13
A Blasfémia
segunda-feira, setembro 11
segunda-feira, setembro 4
Lendo... (Actualizado)
o famoso romance de Dan Brown, O Código da Vinci. Tanto quanto me lembro, é a primeira vez que vejo um filme e só depois leio o livro que o inspirou. Já alumas vezes ouvi dizer que o contrário costuma fazer com que os espectadores saiam desiludidos do filme.
Neste caso, o livro contem bastantes "pormenores" que não vi no filme, ou por distracção minha, ou porque simplesmente não estavam lá.
Quanto às críticas da igreja, Ora!, isto é só um romance. E é esta liberdade de expressão que nos distingue do Islão.
Nota: Quando eu na última frase, escrevi "Islão", deveria ter dito "maioria dos países muçulmanos". Na verdade, nada me move contra o Islão como religião. Apenas acho, que na maior parte dos países muçulmanos não há liberdade de expressão.
*
Eu pessoalmente gosto de beliscar, mais do que ser beliscada...Mas não nos comparemos com ninguém, nem em termos religiosos, nem sociais, nem politicos. Os erros e falhas de outros não invalidam os nossos...Somos como somos, porque assim o entendemos, aprendemos, absorvemos. O que realmente nos distingue uns dos outros é a nossa capacidade de escolher e de contrariar aquilo q achamos estar mal!!
Guida
*
O livro recomenda-se e é bem melhor do que o filme! Agora quanto à liberdade de expressão.........não concordo que seja o que nos distingue do Islão. Existe falta de liberdade de expressão tanto na Igreja Católica como o Islão. Por isso é que ainda há pessoas a ficar chocadas com as revelações deste livro, que cada um pode entender como quiser, mas que realmente ofenderam muito a Igreja Católica.....
Rosa
*
Ficção ou não, fico sempre mais satisfeito quando religiões e sobretudo poderes "intocáveis" sofrem beliscões como os que este livro provocou. Vale sempre a pena!
BadSeed
quinta-feira, agosto 31
A Matemática e o Mundo
Quando se estuda o comportamento dos fluídos ou as equações de Maxwell, o conhecimento dos operadores gradiente, divergente e rotacional é muito importante. Mas, a que é que chamamos operador em matemática? Operador é uma entidade que actua sobre um número, um vector ou uma matriz, etc, e o transforma noutra coisa, que pode ser um número, um vector, uma matriz, etc.
Exemplo: Podemos definir um operador  como sendo a divisão por 3. Então, se  actua um número b, transforma-o em b/3. Fácil!
quarta-feira, agosto 23
Divulgação Científica
domingo, agosto 20
Lendo...

quarta-feira, agosto 9
A Espiral Dourada

sexta-feira, julho 28
O Estado da Educação III
(Leitor devidamente identificado)
Sobre "A Espiral Dourada"
quinta-feira, julho 27
domingo, julho 23
O Estado da Educação II
Aquilo que conheço da educação em Portugal é suficiente para perceber que nem tudo está bem, tal como já não estava antes da actual ministra tomar posse. Já várias vezes ouvi que, apesar da percentagem do PIB que Portugal gasta em educação ser superior à de muitos países europeus, os resultados são maus. Também compreendo que a educação de um povo é uma “pescadinha de rabo na boca” no sentido em que pais com deficiente formação e educação criarão, com alta probabilidade, filhos com problemas comportamentais e de aprendizagem que, por sua vez, mais tarde serão pais... Ora, daqui ressaltam duas ideias: 1º este ciclo só poderá ser revertido com um sistema educativo eficiente. 2º os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos.
É por isso que defendo a avaliação dos pais pela sociedade e, obviamente, na linha da frente dessa avaliação deverão estar os professores. Claro que os professores deverão também ser avaliados pelos pais, mas, somente pelos pais que cumpram os requisitos de participação na vida escolar dos filhos, indo à escola quando tal for solicitado. Não consigo conceber a ideia de um pai que vai à escola apenas uma vez no ano e, ainda assim, avalia o professor. Como não conheço os detalhes da nova lei sobre este assunto não posso dizer se ela é inteiramente satisfatória ou não. Mas, em termos genéricos, advogo o princípio de que todos devem ser avaliados por todos. Para além do mais, acho que a avaliação dos professores pelos pais só vai contribuir para o reforço do prestigio social dos professores, que tem andado um pouco por baixo.
Este debate sobre a avaliação dos professores é, apesar de toda a crispação, essencial, porque até agora essa avaliação, depois do ingresso na carreira, na prática não existia, o mesmo é dizer, todos os professores ascendiam ao topo da carreira se leccionassem o número necessário de anos e frequentassem as acções de formação (algumas de qualidade muito duvidosa, diga-se). Portanto, a primeira questão que deveria ser colocada é: Os professores devem ser avaliados no exercício das suas funções? Se sim, por quem? Aqui surge a segunda grande questão sobre a qual queria reflectir: o estabelecimento da quota máxima para a ascensão ao topo da carreira. No fundo o reconhecimento que uns terão mais mérito que os outros, que não são todos iguais e que o subir na carreira implica trabalho e esforço. Isto é claramente positivo, benéfico para a sociedade como um todo, pois a carreira de cada professor será assente no mérito e no seu reconhecimento.
quinta-feira, julho 20
sexta-feira, julho 14
Nota
quinta-feira, julho 13
O Estado da Educação
Isto está mau para os professores! Agora querem pôr os pais a avaliar os professores! E porque não? Parece-me é que, por uma questão de prioridades, se devia era começar por avaliar os pais. E ninguém melhor que os professores para o fazer. Primeiro porque estão em contacto directo com o produto final do trabalho dos pais como educadores. Depois porque têm formação a nível de avaliação: sabem definir critérios de avaliação e construir os instrumentos de avaliação adequados que permitirão fazer uma avaliação rigorosa e objectiva das competências dos pais como educadores. Proponho que a uma classificação negativa obtida pelos pais corresponda uma multa pecuniária, a duas consecutivas a inscrição compulsiva num “Curso de Formação de Pais” com duração de 15 dias em regime de internamento, e a mais de duas classificações negativas os filhos seriam retirados aos pais pela Segurança Social.
Devo dizer que não sou contra a avaliação dos professores. Os professores dão aulas, produzem documentos, corrigem provas, programam actividades extra-curriculares, organizam visitas de estudo, dinamizam clubes, e todas estas actividades podem ser objectivamente avaliadas. Mas pelos pais? Na minha opinião confiar a avaliação dos professores aos pais é como confiar na divina providência! O que poderão os pais avaliar? O relacionamento professor-aluno? Com base em quê? Nos relatos dos filhos? Será que um professor exigente, pouco simpático, cáustico ou corrosivo, é um professor incompetente? Talvez não seja apreciado pelos pais mesmo que seja cientificamente competente, use técnicas e estratégias de ensino diversificadas, elabore bons materiais de trabalho, cumpra os programas e mantenha com os alunos um relacionamento institucional correcto. Não me parece justo fazer depender a avaliação de um professor de apreciações emocionais como são muitas vezes as dos pais.
Não quero com isto dizer que os pais não sabem avaliar os professores. Os pais sabem muito bem se os professores dos seus filhos são bons ou maus. Se os seus filhos vêm da escola a saber mais coisas, com vontade de aprender, com hábitos de trabalho, com mais autonomia para realizar as tarefas que os professores propõem. Os pais vêm o resultado do trabalho dos professores. Mais do que “ver”, “sentem”! Essas apreciações dos pais devem chegar e já chegam à escola e aos professores. Mas passar esse tipo de avaliação para a participação na atribuição de uma classificação do desempenho de um professor com consequências na sua progressão na carreira parece-me, francamente, um abuso e um atentado à dignidade do professor que pode ter consequências muito nefastas no relacionamento institucional entre professores, pais e alunos.
Outro aspecto da avaliação dos professores é tentativa de a fazer depender ou relacioná--la com os resultados dos seus alunos. É outra coisa com que não posso concordar! Embora não gostando de comparar o que não é comparável perdoem-me este exemplo: se os médicos fossem avaliados pelos doentes que curam como ficava um médico de oncologia? Na minha opinião um bom aluno tanto brilha com um bom professor como com um mau professor e um mau aluno é uma dor de cabeça para qualquer professor. E todos os professores sentem na pele que se um aluno tem bons resultados é muito dotado, esperto, inteligente… se tem maus resultados é o professor que é uma nódoa!
A avaliação, quer seja de um aprendiz, de um profissional, de um curso ou de outra coisa qualquer é um processo complexo, com elevado grau de subjectividade e que exige a aplicação de técnicas que se tenta que sejam o mais rigorosas e objectivas possível. Os professores sabem disso porque sempre lidaram com avaliação e receberam formação nesse sentido. A avaliação é tanto mais delicada quanto maiores forem as suas implicações na vida das pessoas. Todas as pessoas sabem que têm que se submeter a avaliação ao longo da vida. Não acredito que os professores estejam contra a avalição. Só acho que devemos exigir, como os alunos e os pais exigem, rigor, objectividade e justiça na avaliação.
Longe vão os tempos em que o professor (como o médico e o senhor padre) era reconhecido pela sociedade e respeitado como pessoa sabedora e que contribuía para a melhoria da qualidade de vida encarregando-se da formação dos mais novos. Quando escolhi o meu curso era muito nova. Escolhi-o porque gosto da Ciência. Actualmente, como professora de ciências, gosto de dar aulas, gosto de prepara aulas, gosto de pesquisar novas formas de ensinar, gosto de trabalhar no “meu” laboratório da “minha” escola. Não gosto de corrigir testes, acho que ninguém gosta! Mas, se fosse hoje, garanto que não tinha escolhido um curso de formação de professores! Estou até tentada a acreditar no meu tio que dizia, há muito tempo, que só vai para professor quem não sabe fazer mais nada!
quinta-feira, julho 6
Coreia do Norte
quarta-feira, julho 5
Piazzolla Forever (ou "a música é um romance sem fim")
segunda-feira, julho 3
A caminho
quinta-feira, junho 29
O Grandioso, O Belo

Zurique, ontem à noite
Encontrei está foto no Público online de hoje. O mínimo que se pode dizer é que é bela.
quarta-feira, junho 28
Energias...
quinta-feira, junho 22
Cérebro… a última fronteira
Há já alguns anos tive o prazer de ler O Sentimento de Si, do conceituado cientista português António Damásio. Livro brilhante, nem sempre de fácil leitura, para um leigo na matéria como eu. A equipa de António Damásio procura desvendar os mistérios do cérebro humano quer estudando pacientes que por um ou outro motivo têm lesões em áreas específicas do cérebro, quer estudando a actividade cerebral de pessoas saudáveis usando técnicas de imagiologia médica. Mais recentemente li O Grande, o Pequeno e a Mente Humana, de Roger Penrose, e um artigo intitulado Um Olhar Matemático Sobre o Cérebro publicado na revista Gazeta da Matemática da SPM.São 3 visões diferentes de um mesmo tema: o cérebro humano. Como funciona? Como é que uma rede de milhares e milhares de neurónios conduz à percepção de um cheiro, uma dor, um paladar, à formação de uma ideia. Uma investigação muito actual que certamente terá muitos desenvolvimentos neste século.
terça-feira, junho 20
O momento
segunda-feira, junho 19
terça-feira, junho 13
Campos...
Há os campos, relvados, de futebol. Há os de milho, de trigo e de centeio. Mas, há também os campos vectoriais. Em cada ponto do campo, foi "semeada" uma seta, um vector. Há as maiores e as mais pequenas, as que apontam mais para a esquerda ou mais para a direita, mais para cima ou mais para baixo. E elas podem aumentar ou diminuir, apontar mais para aqui ou mais para ali à medida que o tempo passa. Elas podem ser velocidades ou tensões. E tudo isto pode ser dito numa linguagem muito mais técnica. segunda-feira, junho 12
Ryuichi Sakamoto e Alva Noto...
segunda-feira, junho 5
sábado, junho 3
sexta-feira, junho 2
As mãos e os frutos
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugénio de Andrade
quarta-feira, maio 31
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, maio 26
Os amantes sem dinheiro
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
quinta-feira, maio 25
É urgente o amor
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
Claro que sim!
Ainda Eugénio...
terça-feira, maio 23
Respiro o teu corpo
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Eugénio de Andrade
segunda-feira, maio 22
Reminiscências do livro I
quinta-feira, maio 18
Lendo...
O Grande, o Pequeno e a Mente Humana de Roger Penrose. Viajando pelos confins da Física Penrose apresenta as suas ideias (controversas) sobre a mente humana. O futuro encarregar-se-à de confirmar ou desmentir. 



































