segunda-feira, agosto 31

O cabrão


Ora cá está um achado das férias!!

terça-feira, agosto 18

Algures no interior algarvio.

quinta-feira, agosto 13

Sobre Quioto e similares

Não dou grande importância ao protocolo de Quioto ou às propostas da UE para a redução da emissão de CO2. Penso que tudo isto é perda de tempo porque simplesmente, na prática, estes tratados não são cumpridos. Claro que faz todo o sentido a UE fazer um esforço para viver com menos combustíveis fósseis. A UE praticamente não possui estas matérias-primas e está a pagá-las a um preço cada vez mais elevado. Se, no futuro, a UE consumir menos combustíveis fósseis será por imposição do merdado e não devido a qualquer tratado ou programa de intenções. No contexto actual, a redução das emissões de CO2 a nível global só ocorrerá se houver escassez de oferta de petróleo nos mercados internacionais, o que, alías, não é de excluir num futuro não muito distante. Aos governos cabe principalmente o investimento em investigação em formas de energia alternativas e, a outro nível, a promoção dessas energias alternativas por via da redução fiscal que, em todo o caso, deverá ser equilibrada.

segunda-feira, agosto 10

quarta-feira, agosto 5

Discutam-se as coisas pouco sérias

Lendo Fernando Sobral no Jornal de Negócios

Aparentemente Manuela Ferreira Leite é uma líder de convicções tão firmes como cimento armado. Por isso, com ar sério, anunciou que tem como princípio "não falar de assuntos sérios em vésperas de eleições". O assunto sério é a ideia de Marques Mendes de que não se devem permitir que cidadãos acusados de crimes graves sejam candidatos a eleições. Para a líder do PSD nas vésperas de eleições devem pois discutir-se os assuntos que não são sérios. Presume-se, pois, que só se devem discutir assuntos sérios quando já não interessam, ou seja depois das eleições. Para Manuela as eleições não servem para discutir coisas sérias. Por isso, nas vésperas das eleições, não se deve falar de corrupção, mas antes dos "Morangos com Açúcar". São graves as afirmações de Manuela. Porque elas surgem no dia em que, pela primeira vez, um autarca foi condenado a prisão efectiva. E porque surgem nas vésperas do PSD apresentar a sua lista de deputados. Coisas pouco sérias, de que talvez não se deva falar. Presume-se, claro, no que vai dar o julgamento de Isaltino de Morais: de recurso em recurso até ao esquecimento ou arquivamento. Em Portugal, o Estado só se preocupa com os crimes fiscais (porque isso traz receitas rápidas) e com os pilha--galinhas. Mas, pela primeira vez, a Justiça condenou um político de forma efectiva. Até poderá provar--se, 10 recursos depois, que está inocente. Mas foi um marco na história da Justiça portuguesa. Para Manuela Ferreira Leite esse não é um assunto sério. O que serão, então, assuntos sérios para ela?